Guia Feambra

Informativo Feambra - Janeiro/2006

Palavra do Presidente

 
Caro associado,


No dia 13 de dezembro, terminou o trabalho de restauro do monumento mais antigo da cidade de São Paulo, o Obelisco da Memória, que foi construído em 1814. Ele foi resultado de uma parceria da Fambra – Federação de Amigos de Museus do Brasil - , da iniciativa privada e  da  Prefeitura  da  cidade de São Paulo.

A união de todos  para  uma  finalidade comum tende a gerar soluções positivas  para  toda  a comunidade. São Paulo ganhou com esta iniciativa pois parte de sua história centenária foi recuperada e valorizada como deve ser. Sabemos que a auto-estima de um cidadão está intrinsecamente   ligada  ao reconhecimento e valorização da história de sua cidade.

O Prefeito José Serra afirmou durante a cerimônia que “centro mal cuidado é sinal de uma cidade mal cuidada”, e acrescento que, uma cidade que cuida de seus monumentos, cuida de sua história e de seus cidadãos.


José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da Fambra

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Obelisco da Memória
Monumento mais antigo de São Paulo é restaurado


No dia 13 de dezembro de 2005 foi realizada  cerimônia em comemoração   à   finalização    dos trabalhos de restauro do Obelisco da Memória,  na região central da cidade, que teve  suas  características originais recuperadas.

Participaram da solenidade o Prefeito de São Paulo, José Serra,  o  Subprefeito  da  Sé, Andréa Matarazzo, o empresário Antônio Ermírio de Moraes. O Presidente da Fambra , Dr. José Marcelo Braga Nascimento não compareceu à cerimônia por estar no exterior e foi representado por sua esposa Regina e pelo Vice-Presidente Antonio Carlos Mourão Bonetti.

O restauro é resultado da parceria da Fambra - Federação de Amigos de Museus  do  Brasil,   que busca o apoio da iniciativa privada na conservação e recuperação física de obras de arte e monumentos do Brasil , do Departamento do Patrimônio Histórico do Município (DPH), e da Ação Local Ladeira da Memória.  O patrocínio para o restauro foi da Companhia Brasileira de Alumínio  (CBA)  do  Grupo Votorantim

Em seu discurso, o Prefeito da cidade de São Paulo José Serra,  destacou   a   antiguidade   do monumento e o trabalho de cooperação da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) como parceira da Prefeitura, e também, a iniciativa do empresário Antonio Ermírio de Moraes. Serra afirmou que a cidade
de São Paulo tem que ter memória e que quando o centro de uma cidade é descuidado, é sinal de ela é descuidada.                                                                                                  
Outro palestrante, o empresário Antônio Ermírio de Moraes afirmou que o patrocínio não é favor e sim obrigação de todo cidadão paulistano e que este é um momento histórico. Perguntado sobre o motivo que o levou a apoiar o projeto afirmou que o obelisco estava abandonado e também destacou a importância do restauro e da participação da iniciativa privada. Diz também que a iniciativa privada investe pouco, que é pouco solicitada e que deveria ser mais requisitada.

O Obelisco da Memória foi construído em 1814. A área era ponto de encontro das caravanas de tropeiros que vinham do interior do estado e do litoral vender suas mercadorias e também  para dar  de  beber aos seus cavalos e preparar-se para acessar o morro que dava para a região da sé.

A CBA, é a segunda maior produtora de alumínio primário do país e investiu  R$ 300 mil reais no restauro que durou seis meses. Para evitar a degradação do monumento e a proteção contra atos de vandalismo, a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militar farão a segurança do local. Durante a cerimônia o Hino Nacional  foi tocado pela Sinfônica de Heliópolis, formada por jovens carentes

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O Ano Nacional dos Museus é comemorado no ano de 2006 e o Iphan , Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, realizou concurso para a criação da marca alusiva à comemoração.


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Aberto processo de tombamento de obras de arte de banqueiro

Está aberto o processo de tombamento de todas as obras de arte de Edemar Cid Ferreira, antigo dono do Banco Santos que hoje passa por processo de falência. O acervo é uma das maiores coleções particulares do mundo pois conta com 9.488 mil peças que fazem parte do Instituto Cultural Banco Santos e a partir de agora devem ficar sob a guarda de museus.

A desembargadora federal Vesna Kolmar, anula a decisão de juiz que determinava a conversão da casa do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira em museu. Ela manteve, no entanto, a decisão do juiz de que Edemar deve deixar a casa do Morumbi, na zona sul de São Paulo. Em decisão datada de 6 de dezembro do ano passado, o juiz havia decidido transformar a casa de Edemar em museu, destituir o ex-banqueiro do papel de depositário fiel da coleção e distribuir as obras da Cid Collection para museus de São Paulo e do Rio.

O ex-banqueiro é réu em um processo em que é acusado de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O Banco Santos deixou um rombo de R$ 2,2 bilhões, segundo o Banco Central.
 
O Conpresp - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultura e Ambiental da Cidade de São Paulo - decidiu abrir processo para tombar o conjunto de obras e documentos de valor artístico, histórico e cultural da coleção. Se o resultado final for pelo tombamento, as obras não poderão sair de São Paulo

Por conta dessa ação, as mais de 9.000 obras da chamada Cid Collection, de Edemar, que estavam em estado de deterioração no galpão que abrigava a coleção, foram distribuídas em regime de "guarda provisória" para sete instituições da cidade, quatro delas vinculadas à Universidade de São Paulo. Só o Museu Paulista no Ipiranga recebeu cerca de 6.000 peças.

Durante dez dias, 15 pessoas do museu trabalharam com lanternas, já que contas de luz, água e aluguel do galpão não eram mais pagas - um dos principais motivos que levou o juiz a tomar a medida de distribuição do acervo - para resgatar as obras do local. Só com acréscimo de pessoal, a instituição gastou R$ 16 mil.  O Museu de Arte Sacra de São Paulo recebeu um número de obras bem menor. Entre outros destaques recebidos, estão quatro réplicas em cobre dos profetas de Aleijadinho, já em exposição no local.

O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE) passou a cuidar de cerca de 2.000 peças, uma das maiores coleções amazônicas em todo o mundo. A instituição já gastou R$ 26 mil para cuidar do novo acervo, além de ter dobrado a segurança do local.

Parte da coleção de arte plumária se encontra no Memorial da América Latina, que deve expô-la no próximo ano. O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP também recebeu um aporte significativo. A justiça determinou também que a casa no Morumbi, ex-residência de Edemar Cid Ferreira , não deverá mais virar museu.

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A Fundação Casa de Rui Barbosa selecionará bolsistas para o Programa de Incentivo à Produção do Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura. O objetivo é formar, treinar e capacitar recursos humanos em programas, projetos e atividades de pesquisa, desenvolvimento institucional, tecnológico e de referência em preservação e tratamento técnico de acervos. As bolsas serão concedidas por um período de 1 (um) ano, podendo ser renovadas. Mais informações: (21) 3289 4602/ 3289 ou www.casaruibarbosa.gov.br.

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A exposição "Babinski na Coleção Banco Central" ficará aberta para visitação até o dia 15 de junho de 2006, no Museu de Valores do Banco Central do Brasil, em Brasília. O acervo abrange cerca de três décadas da trajetória de Babinski, do início dos anos 50 até meados dos anos 70. Composta na sua maioria de gravuras e desenhos, a coleção inclui também alguns trabalhos de pintura. Mais informações: museudevalores@bcb.gov.br.

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Museu da Cidade terá sede no Solar da Marquesa dos Santos

A sede do Museu da Cidade não será mais no Palácio das Indústrias, no centro da cidade de São Paulo. A nova sede do museu irá se instalar no conjunto formado pelo Solar da Marquesa dos Santos, pelo Beco do Pinto e Pela Casa Número Um, próximos ao Pátio do Colégio. 

O solar foi adquirido em 1834 por Maria Domitilia de Castro e Mello, a Marquesa dos Santos. Era considerado o último exemplar da arquitetura residencial urbana do século 18.  A partir de 1975, a Secretaria Municipal da Cultura desenvolveu atividades no local.

O local recebeu um tralhado de restauro em 1991. Faz parte do museu o acervo iconográfico, com gravuras, fotos e mapas da prefeitura.

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A Preservação do Patrimônio no Museu D. João VI
         
O Museu da Escola de Belas Artes D. João VI da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi criado em 1979 com a finalidade de preservar a memória do ensino artístico oficial e de fomentar o estudo e a pesquisa da História da Arte Brasileira. Ele vem responder à necessidade da criação de um espaço institucional de preservação do patrimônio e memória do ensino de arte, reunindo a produção da Academia Imperial de Belas Artes, da Escola Nacional de Belas Artes e parte da história recente da Escola de Belas Artes.

O Museu abriga dois acervos distintos, um de obras de arte e outro de documentos, fontes primárias indispensáveis para o desenvolvimento de estudos e projetos de pesquisa em arte, quer no campo teórico quer no aplicado. Estes acervos são o resultado do patrimônio acadêmico produzido pela Escola no período compreendido, principalmente, entre 1820 e 1920. Suas coleções reúnem a evolução e a produção artística dos séculos XIX e XX no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro, e reúne produções das escolas européias (Itália, França, Países-Baixos, Espanha e Portugal) datadas a partir do século XVI.

O acervo de obras do Museu da Escola de Belas Artes D. João VI (MEBADJVI) tem uma importância singular, seja para o estudo e o entendimento da história da formação artística no país, seja para a construção de uma história da arte brasileira.

Mais informações veja o site :  www.minerva.ufrj.br20

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O Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo inaugurou a mostra "Ilustração em Zoologia: da paisagem ao microscópio". A exposição pretende mostrar a arte de representar animais na ciência, por meio de painéis, cenários, objetos e atividades educativas, e estará aberta ao público até de julho de 2006.

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Exposição "A escultura brasileira, do bronze à dimensão planar - coleção MNBA"

Dando seguimento a uma parceria entre o MNBA e o Museu de Arte do Espírito Santo MAES, acontece a exposição "A escultura brasileira, do bronze à dimensão planar - coleção MNBA". O mostra reúne 48 esculturas brasileiras do acervo do museu carioca, dentre elas a obra Portadora de Perfume, de Victor Brecheret. A exposição fica em cartaz até 19 de fevereiro. Mais informações: (21) 2262-9610.

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Foi realizada  na Academia de Tênis de Brasília, a Conferência Nacional de Cultura, que procurou  consolidar a união entre sociedade civil e Governo, na formulação e execução de políticas públicas de cultura. Foram discutidos temas como o Plano Nacional de Cultura.

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Até o dia 8 de fevereiro de 2006 estão abertas as inscrições de projetos artísticos para a programação dos espaços culturais da Caixa em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. www.caixa.com.br/acaixa/asp/cultura.asp.

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Desde que foi criado por Domingos Soares Ferreira Penna, em 1866, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) tem como missão difundir conhecimentos e acervos científicos sobre sistemas naturais e socioeconômicos relacionados à Amazônia. Está localizado na cidade de Belém, no Pará. Mais informações: www.museu-goeldi.br