Guia Feambra

Informativo Feambra - Novembro/2007

Palavra do Presidente

A Bienal é uma instituição criada no Brasil com intuito de aproximar  artistas brasileiros do  Mercado Mundial, assim como trazer a Arte Contemporânea  lá  de fora aos nossos artistas.

A  Primeira Bienal do Brasil  aconteceu no ano de 1951 e segue até hoje o modelo da Bienal de Veneza.

É de 25 países o número de Bienais no mundo. Em todos eles, seus melhores artistas expõem suas obras  e, seus curadores, definem quem  irá expor em Veneza. Este intercâmbio é de imensa grandeza pois além do reconhecimento nacional do artista, existe a chance de projetá-lo  de forma internacional.

A Bienal é uma amostra de arte que ocorre a cada 2 anos, por isso o seu nome. No ano par a exposição no Brasil se faz na Arte, em ano impar a mostra se faz na Arquitetura, intercalando anos pares e impares com a Bienal de Veneza. Portanto, há dois anos para  se preparar cada amostra. Este ano está ocorrendo a Bienal da Arquitetura que mandará para Veneza em 2008 seus arquitetos escolhidos.

Ocorrem também Bienais Independentes, como a do Mercosul, que já terminou.

Nesta 28ª Bienal, o curador Ivo Mesquita decidiu deixar um andar inteiro vazio, aparentemente não compreendido, criou-se uma polêmica. Sua intenção na verdade foi oferecer um espaço vazio para que outros tipos de arte sejam difundidas, tais  como:  um grande seminário internacional, mostra musical, uma pausa para reflexão, ou mesmo apreciar o próprio prédio de Niemeyer, espelhando sua obra.

Assim como o espírito da Bienal é colocar o Brasil no circuito internacional das Artes, a Federação busca promover todos os Museus Nacionais, através das Associações de Amigos de Museus.
                                                                                                        
José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da FEAMBRA

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Escultor da estátua de Borba Gato recebe exposição

Atrás da conhecida estátua de Borba Gato, localizada na Avenida Santo Amaro, está um dos melhores e mais surpreendentes escultores do Brasil, Julio Guerra. Hoje uma exposição com 17 obras no Sesc de Santo Amaro pretende homenagear o mestre da escultura, mostrando suas obras espalhadas por São Paulo e também, um artista incompreendido e a frente de seu tempo.

Na exposição o público fica sabendo que muitos outros cartões postais pertencem a Julio, como duas imagens de São José e Santana na frente da Igreja Nossa Senhora do Brasil, e uma escultura de bronze no Largo Paissandu.

Julio sempre foi um escultor frustrado, pois nunca teve o devido reconhecimento em exposições. A semana de arte Moderna de 1922 foi um dos movimentos dos quais não participou. Sua obra não era levada a sério por pertencer a uma corrente de modernistas italianos, diferente de Tarsila do Amaral que seguia artistas franceses.


A estátua de Borba Gato, alem de ser ícone paulistano, sempre recebeu críticas. Arquitetos classificavam a obra feia e com traços primitivos. Mas, Julio Guerra não importava com os comentários, quanto mais falavam da obra mais ela se tornava especial e importante.

Comentários à parte, a imensa estátua impressiona e ainda traz muita gente para conhecer de perto esta obra de arte.

Tour por Santo Amaro: o Sesc Santo Amaro oferece toda terça-feira, às 14 horas, dois passeios gratuitos levando o público aos pontos turísticos da região, entre eles, O Monumento dos Romeiros e a estátua de São Paulo.  O passeio acaba em frente a Estátua de Borba Gato.

Informações pelo telefone: 11 5525-1855 ,ou pelo e-mail: email@santoamaro.sescsp.org.br

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Obras de Yoko Ono chegam a São Paulo


Algumas pessoas ainda a conhecem como a mulher do Beatle  John Lennon e, conservam na memória, imagens do videoclipe da música “Imagine” onde ela aparece ao lado do então marido. Antes de conhecê-lo, ela já era uma reconhecida artista plástica.

Yoko Ono veio ao Brasil, mostrar o panorama de seu trabalho nas artes plásticas.

Em suas entrevistas, perguntas sobre John Lennon estão proibidas, pois ela quer somente falar sobre o seu trabalho e por isso traz a exposição Yoko Ono – Uma Retrospectiva. Conta com 80 obras, entre elas a chamada Ceiiling Painting (pintura no teto), que encantou John Lennon e fez com que os dois se encontrassem. 

A série Instruções - criada a partir de 1995 -   que expandiu as fronteiras das artes visuais, também estará na exposição que iniciou dia 11 de Novembro de 2007, no Centro Cultural Banco do Brasil e vai até fevereiro de 2008.

Os grandes fãs de Yoko tiveram um belíssimo espetáculo além de sua exposição. No dia 8, a artista realizou uma performance memorável e bem explorada artisticamente.
Yoko afirma que mesmo com 74 anos, ainda tem o vigor de um jovem artista.

Horário: terça a domingo, das 9h às 20h.
Preço: Grátis

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Fundação publica fotos históricas de São Paulo na Internet

Um pouco da historia de São Paulo já pode ser vista em casa. A Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento de São Paulo e mostram a cidade durante seu processo de urbanização, com a exposição "Tabatinguera e seus arredores: olhares sobre o centro antigo" em seu site.

Até agora, o maior interesse nesses documentos tem sido, especialmente, de pesquisadores. O intuito é levar ao público importantes fotos que fazem parte da coleção “Série São Paulo” produzidas a partir de 1899, e evitar a deterioração devido ao constante contato manual.  Para colaborar com o objetivo, o Museu de Energia hospedará uma exposição com a galeria das fotos, que está prevista para o fim do ano.

A responsável pelo arquivamento das fotos é a empresa canadense, Light, que contratou o fotógrafo suíço, Guilherme Gaensly, para documentar a urbanização que sofria a cidade de São Paulo, desde que a empresa chegou ao Brasil, no ano de 1899. São 250 mil imagens, das quais, aproximadamente, 2300 estarão ao dispor do público internauta.

Essa iniciativa agradará muito as pessoas que se interessam pelo viés histórico da maior cidade da América do Sul. Nas fotos constam imagens de ruas desde que ainda não existiam até suas construções e o alvoroço de pessoas que passam por ela hoje em dia. Uma das espantosas mudanças é a Rua 25 de Março, inicialmente, um lugar bem tranqüilo que acabou por se tornar um grande centro popular de compras.

O site a ser visto é http://www.fphesp.org.br/ . Ele também conta com exposições virtuais sobre a historia de usinas e a racionalização da energia.

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Um Museu Desprezado

O Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima está sem funcionamento por falta de espaço e neste tempo muitas pessoas sofrem temendo que as histórias antigas sejam esquecidas e enterradas.

Em 1954 foi instalado na Oca, a convite da Prefeitura que comemorava os 400 anos da cidade de São Paulo. Despejado do Pq. Ibirapuera, a pedido do então Prefeito Pitta, o museu foi transferido pelo D.P.H. (Departamento do Patrimônio Histórico), para a Casa Sertanista, local pequeno e úmido, onde o acervo iniciou sua deterioração.Removido da casa Sertanista, o acervo e a Biblioteca foram restaurados, por iniciativa do D.P.H. Foi transportado para um galpão do Departamento e lá se encontra, encaixotado, há cerca de um ano, sem previsão de restabelecimento.Com ajuda de Dalva Bolognini,
 fomos informados que o Museu contêm alguns grupos de objetos temáticos como instrumentos musicais e esculturas religiosas que podem ser emprestadas para outras exposições. O Museu contava com Associação de Amigos de Museus, porém com o Museu fechado, a Associação também foi finalizada.Temos que destacar que, a ajuda maior que os Museus podem contar é as Associações de Amigos, feitas para entender as necessidades dos Museus e melhorá-lo sempre.

È com tristeza que vemos hoje o fruto de tão devotado trabalho sendo desprezado, ignorado, desvalorizado: patrimônio descartável.O Museu luta com a ajuda de todos que quiserem e puderem, para fazer o Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima voltar a ser uma fonte de conhecimento e lazer.

Quem quiser ajudar, entrar em contato com Maria do Rosário no telefone: (11) 5686 0251.

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Bienal de Arquitetura discute espaços urbanos


Maior evento da arquitetura brasileira, a 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo estará aberta entre 10 de novembro e 16 de dezembro, ocupando os 25 mil m² da área expositiva do Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Organizada pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) e pela Fundação Bienal de São Paulo, a 7ª BIA coloca em discussão o tema ARQUITETURA: O PÚBLICO E O PRIVADO, presente não só nos projetos apresentados e no programa de fórum de debates, mas também na própria maneira como a exposição está organizada fisicamente.
   
Segundo o arquiteto José Magalhães Júnior, coordenador da curadoria da 7ª BIA, o tema escolhido certamente abrirá espaços para se repensar as políticas de desenvolvimento urbano no país. Para prestigiar o evento, o presidente do UIA (União Internacional de Arquitetos), Gaetan siew, estará presente à solenidade de abertura e participará do fórum de debates.

A Bienal oferece uma programação extensa e atraente, com cerca de mil projetos e 300 maquetes de arquitetos do Brasil e de todos os continentes. Espaços especiais homenageiam os dois brasileiros laureados com a maior honra, o Prêmio Pritzer: Oscar Niemeyer, premiado em 1988 e Paulo Mendes da Rocha, premiado ano passado.
   
Haverá ainda uma exposição de Niemeyer sob a marquise por ele desenhada. Organizada por Ricardo Ohtake, um trabalho conjunto com o instituto Tomie Ohtake e o IAB-SP, a mostra reúne grande número de obras do arquiteto. Niemeyer é ainda reverenciado pelo desenho do logo da Bienal, que é uma releitura de Marcelo Aflalo do projeto original do Parque do Ibirapuera.

O Estudante de arquitetura, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Guilherme Filocomo visitou a Bienal e diz que, apesar dos problemas de curto espaço de tempo e dificuldade de verba, os organizadores conseguiram montar um conjunto realmente atraente para os interessados, leigos ou não. “Assisti dois fóruns de debates: um com Francesco dal Co, professor universitário em Veneza, onde ele discutiu sobre a arquitetura de Scarpa e outro fórum, onde Francesco discutiu com Paulo Mendes da Rocha a situação da arquitetura contemporânea, com enfoque para o tema da Bienal: relação entre o espaço público e privado e, realmente, foram palestras de um nível de qualidade muito alto”.

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Bienal às margens do Rio Sena


Uma exposição nada convencional atrai diversos visitantes, ás margens do Rio Sena. Trata-se da Photoquai –Primeira Bienal de imagens do mundo, realizada em Paris, França.

A exposição inclui quadros de grandes fotógrafos, entre eles, os brasileiros, Sebastião Salgado, João Wainer, Numo Rama, Lúcia Guanaes e Iatã Cannabrava. Alem dos brasileiros, a bienal traz obras de 70 fotógrafos de paises do Oriente Médio, Ásia e América latina.

A bienal está dividida em nove diferentes locais, todos à frente do Sena. A Embaixada do Brasil, em Paris, ficará responsável pela mostra de alguns quadros do país.

Um destaque da exposição é a Câmara Escura, que mostra as fotografias tiradas com os daguerreótipos, um dos primeiros modelos de câmera fotográfica inventada por Jacques Daguerre em 1841.

A exposição começou dia 30 de Outubro e vai até dia 25 de Novembro.

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Museu Van Gogh abriga maior coleção do artista

Um moderno prédio foi construído em Amsterdã, Holanda para abrigar a maior coleção de obras de Van Gogh. Lá estão telas que vão desde Os Comedores de Batatas(1885) até Campo de Trigo com Corvos(1890) considerada sua ultima obra. Diversas fases do pintor podem ser vistas e analisadas como Realismo, impressionismo e Simbolismo.
No museu, as pessoas também encontram um Van Gogh diferente daquele retratado pela mídia. Sua obra é fruto de muito esforço, reflexão e estudo.
O Museu Van Gogh também guarda recordações de sua vida, como as cartas destinadas a seu irmão Theo, alem de loja com artigos e sua réplicas.