Guia Feambra

Informativo Feambra - Junho/2006

Palavra do Presidente                                                                            
 
Sabemos que arquitetura é construção concebida com o propósito de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade visando uma intenção. A intenção plástica definida é que distingue a arquitetura da simples construção.

São Paulo reúne os mais diversos estilos arquitetônicos que, a olhos atentos, mostram uma enorme riqueza em detalhes. Encontramos construções que resistiram ao tempo, construções de inspiração imperialista, fascista e também estilos como: colonial, gótico, surrealismo, art nouveau, etc.

A marca da cidade enquanto metrópole é percebida no aspecto econômico e cultural e também na arquitetura.
                                                                                                     
José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da Fambra

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São Paulo restaura 18 museus
 
A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo anunciou, dia 18 de maio, durante a comemoração ao Dia Internacional dos Museus, iniciativas nas áreas de gestão, restauro, formação e inclusão cultural em 18 museus do Estado. A verba disponível para efetivação dos projetos será de R$ 18 milhões.

Consta no projeto, na cidade de Brodowski, a realização de um fórum para promover a discussão de novo modelo de sistemas de museus. Na área de formação, destaca-se o programa de residências Ateliê Amarelo, que oferece um espaço aos iniciantes nas artes plásticas. A proposta é expansão para o interior deste programa.

Também contempla as 600 mil obras do acervo do Estado que estão em processo de informatização e digitalização para torná-lo acessível pela Internet.
 
Faz parte da iniciativa, a recuperação e reestruturação de equipamentos, a abertura de novos espaços e a continuidade do projeto Museu Vivo, que objetiva atrair público para as instituições.

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Belezas Arquitetônicas da  cidade  de São Paulo      

                                                                                                                               
São Paulo reúne os mais diversos estilos arquitetônicos. Algumas construções resistiram ao tempo e, a olhos atentos, mostram uma enorme riqueza em detalhes. Na cidade são encontrados os mais variados estilos, como o colonial, o gótico, surrealismo, art nouveau e até ate construções de inspiração imperialista e fascista.
 
O estilo colonial é encontrado no Mosteiro da Luz, na Avenida Tiradentes. Ele foi construído de taipa de pilão por Frei Antônio Galvão em 1774. Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1998. O colonial autêntico está presente na igreja Primeira da Ordem de São Francisco no Largo São Francisco  foi construída em 1644 e recebeu uma nova fachada em 1884 com componentes de pedra e um altar alemão doado por alunos e professores da Faculdade de Direito.                                                                                                                                               

Os altares laterais, porém, são os mesmos desde a fundação. A espessura das paredes, em taipa de pilão, tem um metro e 50 centímetros, característica do estilo colonial autêntico. Os Afrescos retratam a história dos padres Franciscanos. A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco inaugurada em 1787 ficava ao lado do que foi a convento de São Francisco, que posteriormente foi demolido dando lugar à Faculdade de Direito em 1827.

A Igreja de Santo Antônio na Praça do  Patriarca, é uma das primeiras igrejas de São Paulo e aparece mencionada no testamento do Bandeirante Afonso Sardinha, como a ermida de Santo Antônio em 1592. Ela foi reconstruída em 1717,1747 e 1899.
 
A arquitetura fascista é encontrada no prédio onde fica a Prefeitura de São Paulo. É o edifício Conde Matarazzo, projetado pelo arquiteto Marcelo Piacenttini, predileto de Mussolini. O projeto é de 1939 e é o maior edifício em mármore já construído no mundo.

Próximo dali, de inspiração imperialista,  encontra-se o prédio da Light. O edifício foi construído em 1929 por projeto da The São Paulo Light & Power, empresa canadense que conseguiu que a Câmara Municipal concede-se a ela o monopólio dos serviços de luz.

A construção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU , no bairro de Higienópolis,  é de 1902. Etimologicamente a palavra  Higienópolis significa cidade da higiene, e esta era uma preocupação crescente do final do século 19 com o crescimento das cidades. O estilo adotado para a construção do edifício foi a art nouveau que é caracterizado por formas inspiradas na natureza. É da mesma época a construção do viaduto de Santa Efigênia também em estilo art noveau.

O Viaduto do Chá foi construído no estilo art déco que enfatiza os motivos geométricos Dois outros exemplo são o banco de São Paulo, na Praça Antônio Prado de 1935 e o largo em que fica a Ladeira da Memória, projetado em 1922 na comemoração do centenário da independência e encampou o monumento mais antigo da cidade, o Obelisco da Memória que é de 1814.

O estilo da Arquitetura neo-gótica pode ser percebido na Catedral da Sé e da Santa Casa de Misericórdia. São inspiradas no gótico da Idade Média. 

Há vários programas de city tour que passam pelos pontos históricos da cidade  Os passeios partem da Estação Sé do Metrô às 9:00 e às 14 horas aos sábados e domingos. Basta chegar meia hora de antecedência e informar-se nos guichês, o preço varia de um a três bilhetes de Metrô.

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Começa o restauro do Palácio dos Campos Elísios

Foi iniciado a restauração do Palácio dos Campos Elísios, na Avenida Rio Branco, em São Paulo. O edifício tem importância histórica para o Estado, pois foi sede do Governo por mais de meio século - de 1911 a 1965.

O trabalho de restauro irá durar por cerca  de 18 meses e após este período o governo decidirá se ali será um centro cultural, um museu ou um local para eventos. A intenção inicial é que o palácio seja aberto à população.

A proposta é restaurar o palácio conforme o padrão arquitetônico francês de 1930, o que inclui a estrutura do edifício, mobília e obras  de arte. Quando as obras terminarem, fotografias, livros, objetos e obras de arte que foram referências históricas serão trazidos de volta ao palácio. 

Com a mudança da sede do Governo do Estado, repartições públicas ocuparam o espaço por 40 anos e atualmente quem utilizava o espaço era a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico que agora, por conta do restauro está funcionando no Museu da Tecnologia, no Jaguaré.

A Fundação Patrimônio Histórico da Energia que gerencia a obra já captou R$ 5,2 milhões. A Natura, Porto Seguro e a Nestlé são as empresas patrocinadoras e estão beneficiadas pela Lei Rouanet, que garante a isenção de parte do Imposto de Renda a quem investes em projetos culturais. O banco Nossa Caixa também participa do restauro.

A CPOS, Cia Paulista de Obras e Serviços é quem fez o projeto de restauro e a Fundação Patrimônio Histórico de Energia foi que o encaminhou ao Ministério da Cultura para aprovação.

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Obras de Portinari  têm boas vendas

As obras de Cândido Portinari estão bem cotadas no exterior. A casa de leilão Christie’s de Nova York vendeu o quadro “Tocador de Trombeta”, de 1958, de Cândido Portinari, por US$ 721,6 mil e a Sotheby’s arrematou a tela “Balanço”, de 1959, também do artista, por US$ 940 mil.

O recorde nacional é pela venda do quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, vendido pela Sotheby’s por US$ 1,3 milhão para o colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995.

O quadro “Mexerico”, pintado em 1939 e exposto no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1940, foi vendido na Sotheby’s por US$ 542 mil que também leiloou o óleo em tela “mulher chorando” de 1945 por US$ 192 mil.

Conforme análise de alguns galeristas, o roubo da tela “Preparando Enterro da Rede”, de 1958, de Portinari, da galeria Thomas Cohn em São Paulo foi motivado pelos altos valores alcançados pelo artista nos leilões.

Cândido Portinari é um artista conhecido não somente no Brasil. É um dos artistas modernistas que teve  grande projeção no exterior. Foi premiado em 1935 pelo Carnegie Institute, de Pittsburgh, EUA,
pela pintura “Café”.  Realizou os murais “Guerra” e “Paz”na sede das Nações Unidas em Nova York entre 1953 e 1956.
 
Portinari é natural de Brodowski, São Paulo. Seu estilo é inspirado no  cubismo de Pablo Picasso. Obras de sua autoria podem ser vistas em painéis do prédio do Ministério da Educação e Cultura, MEC,
no Rio de Janeiro.

A partir de 1940 seus trabalhos adquirem mais dramaticidade e tornam-se mais engajados.
O sofrimento humano e a denúncia  da miséria  são percebidos nas séries “Bíblica” e “Os Retirantes”.

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Edgar Degas no Masp
 
Pinturas, desenhos e esculturas do artista Francês Edgar Degas (1834-1917) estão no Museu de Arte de São Paulo. A exposição “Degas, o universo de um artista” reúne cerca de 196 obras do “pintor do movimento”, como era conhecido. O tema do movimento foi a marca registrada de seu trabalho. A mostra está orçada em R$ 3 milhões.

O universo do balé, por exemplo, com suas bailarinas foi um assunto que ele se dedicou por muitos anos. Costumava criar em seu ateliê obras que representavam cenas de dança, mulheres banhistas, cenas de interiores e retratos.
 
Degas também se interessou pela fotografia. Para muitos se o artista tivesse vivenciado o século 20 seria com certeza um cineasta – fotografia com fixação pelo movimento. Além da face de grande desenhista, chama a atenção o uso das cores nas obras.

A curadoria do Masp procurou organizar uma ampla exposição para que fosse apresentado a personalidade  do artista para além da idéia de ele ser o artista do movimento. A proposta da curadoria foi a de apresentar a personalidade de Degas, um dos mestres do impressionismo, a carreira, as influências, o contexto e a relação de sua obra com a de outros artistas. É uma possibilidade de que visitante tem para penetrar o universo do pintor.
 
Degas também foi um colecionador de obras de arte. Colecionou obras de Cézanne, desenhos de Mantegna e telas de Gauguin. Na  mostra também podem ser visto obras de Rafael, Manet, Velázquez, Ingres, Toulouse-Lautrec e Bornnard.    

A mostra apresenta obras do acervo do Masp, do Muséé d’Orsay de Paris, National Gallery de Londres, Metropolitan Museum de Nova York, Musée Picasso de Paris, The Art Institute de Chicaco, National Gallery de Washington e Museu de Arte da Filadélfia.
 
O Masp possui 73 esculturas do artista, a pintura a óleo “Quatro Bailarinas em Cena” , os pastéis “Mulher Enxugando a Perna Esquerda”, “Mulher Enxugando o Braço Esquerdo”. Degas tinha passe livre para freqüentar  o Museu do Louvre. Era filho de família rica de banqueiros. Foi considerado um dos grandes desenhistas da França.

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Semana Nacional de Museus 2006 

"Museus e Público Jovem" é o tema da 4ª edição da Semana Nacional de Museus que foi lançada durante a inauguração do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, dia 8 de maio. Promovida pelo Governo Federal, por meio do Departamento de Museus, do Iphan, a semana teve a realização de mais de 1200 eventos em 438 instituições de todo Brasil, entre os dias 15 e 19 de maio.

Um dos pontos fortes da semana é a atualidade, o que torna a semana especial para os museus em 2006, em comemoração do Ano Nacional dos Museus.

Em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, o Museu Imperial de Petrópolis promoveu a abertura da exposição "Ùltimas Aquisições". Link: www.demu.art.br/imperial

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Museu Afro Brasil apresenta Carybé
 
500 obras do pintor Carybé estão expostas no Museu Afro-Brasil – Espaço Petrobrás, no Parque do Ibirapuera. Carybé é uma referência em brasilidade.
 
Seu nome de batismo é Hector Julio Paride Bernabó. Nasceu na Argentina em 1911, de pai italiano e mãe brasileira e mudou-se para Salvador na década de 1950. Durante a Primeira Guerra Mundial morou na Itália e presenciou a recessão, a fome e as bombas.

Depois com a proximidade da Segunda Guerra, as movimentações de Benito Mussolini e as tropas fascistas fizeram com que o pai do artista vende-se todos os pertences e embarcassem de navio rumo ao Brasil.

A princípio morou no Rio de Janeiro e foi escoteiro. No grupo todos eram identificados por nomes de peixes e foi assim que surgiu Carybé. Depois foi para a Argentina e trabalhou como desenhista em jornais e em publicidade.

Carybé era exímio desenhista, contribuiu para a construção de uma autêntica alma tropical na miscigenação, resultado de um caldeirão de raças. Morreu em 1997 deixando um obra rica e diversificada em percepções acerca do que compreendia ser o Brasil.e seu povo.

Na Argentina, seus trabalhos traziam a cor, a composição e a temática modernista. Ele reproduzia tipos populares, perfis urbanos e a busca das raízes, com indígenas da região em que nasceu. Na Bahia, suas telas traziam a luz e o realce da cor sob o sol tropical. Há uma troca entre a Bahia tropical e a origem Argentina.
 
Esta é a primeira grande mostra após a morte de Carybé. Reúne 500 peças, entre
pinturas, desenhos, esculturas e ilustrações para livros e também objetos da cultura africana e baiana de sua coleção particular. “O universo mítico de Hector Julio Paride Bernabó – O Baiano Carybé” é o nome da mostra no Museu Afro”.

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Museu Afro Brasil

 
O Museu Afro Brasil é um museu histórico que fala das origens, mas também registra as lutas que prosseguem ainda hoje. É um centro de referência da memória negra, que reverencia a tradição que os mais velhos souberam guardar, mas reconhecem os negros ilustres, na vida pública, nas ciências, nas letras e nas artes, no campo erudito ou popular. É um museu etnográfico que expõe com rigor e poesia ritos e costumes que traduzem outras visões de mundo e da história, festas que evidenciam o encontro e a fusão de culturas africanas e luso-afro-ameríndias para formar a cultura mestiça do Novo Mundo, mas que também registra a dinâmica da cultura negra hoje.

É um museu de arte, passada e presente, que reconhece o valor da recriação popular da tradição. Seu acervo é composto de mais de 1100 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos, de artistas e autores brasileiros e estrangeiros, relacionados com a temática do negro. Mais informações: www.museuafrobrasil.prodam.sp.gov.br

O Ministério da Cultura, por meio do Departamento de Museus e Centros Culturais - DEMU/Iphan, editou o Relatório de Gestão dos dois anos da Política Nacional de Museus. O objetivo do trabalho é apresentar os avanços ocorridos no setor museológico após a Política Nacional de Museus. Interessados podem solicitá-lo pelo e-mail demu@iphan.gov.br .

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Museu da Casa Brasileira apresenta o designer Santos Dumont

Alberto Santos Dumont é conhecido como o brasileiro, que em 1906 realizou o primeiro vôo em uma aeronave, a 14 Bis, realizada no Campo de Bagatelle, em Paris. Este lado do aviador, quase todo mundo conhece, porém, outra faceta dele está sendo apresentada em exposição no Museu da Casa Brasileira. Dumont é nome de rua, c idade, aeroporto e criador do 14 bis, mas foi também um grande designer. E este é o tema da mostra: “Santos=Dumont Designer”.

Dumont, filho de engenheiro,  nasceu em Cabangu, Minas Gerais em 20 de julho de 1873. De família francesa, seu pai comprou em Ribeirão Preto, SP, uma fazenda de café e a transformou num rentável negócio. Quando pequeno, gostava de ler Julio Verne e já se interessava pelas máquinas. Quando fez 18 anos foi à Paris estudar física, química, eletricidade e mecânica.
 
O primeiro vôo: em 23 de outubro de 1906, Santos Dumont fez uma demonstração e o fato foi amplamente comentado na época. Depois, em 12 de novembro do mesmo ano, fez uma demonstração definitiva. Voou por cerca de 200 metros  a uma altura de seis metros. Tornou-se uma celebridade. Santos Dumont construía e pilotava balões e aeronaves. Uma delas, o modelo Deimoiselle, de 1909 foi destaque na Primeira Exposição Aeronáutica no Grand Palais em Paris e primeiro avião a ser produzido em série. Criou máquinas como hidroplanos, dirigíveis, motor de eletricidade a vento, triciclo e relógio de pulso.
 
A concepção e a montagem da mostra do Museu da Casa Brasileira é do artista plástico Guto Lacaz, e foi pensada para coincidir com as comemorações do centenário do vôo do 14 Bis em Paris. Uma das surpresas é uma cópia do Campo de Bagatelli, recriado no jardim do museu, onde são realizadas duas vezes ao dia, demonstrações dos dois vôos do 14 Bis com modelos menores.

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Contribuintes que apoiarem projeto cultural em São Paulo poderão deduzir no ICMS


Com o advento do Decreto nº 50.856, de 6 de junho de 2006, o contribuinte que apoiar financeiramente
projeto cultural credenciado pela Secretaria de Estado da Cultura, no âmbito do Programa de Ação Cultural – PAC, poderá creditar-se, total ou parcialmente, do valor destinado ao patrocínio. Este benefício estará em vigor até 31 de dezembro de 2007.

De acordo com o advogado Juliano Zimmermann de Freitas, do Martinelli Advocacia Empresarial, o benefício da compensação está limitado tanto para a Secretaria da Fazenda como para o contribuinte. “ A Secretaria da Fazenda é limitada globalmente, em cada ano, a até 0,2% (dois décimos por cento) da
arrecadação anual do ICMS relativa ao exercício imediatamente anterior. Já para o contribuinte, o crédito é limitado individualmente e mensalmente, à aplicação do percentual estabelecido pela secretaria da Fazenda, que varia de 3% ( três por cento) a 0,06 % (seis centésimos por cento) do imposto apurado e recolhido no terceiro mês anterior à doação”, diz o advogado.

A Secretaria da Cultura regulamentará a viabilidade do projeto cultural para fins de credenciamento no PAC e encaminhará periodicamente à Secretaria da Fazenda relação de projetos credenciados, habilitados a receber patrocínio. O contribuinte interessado em apoiar projetos deverá estar previamente credenciado e habilitado pela Secretaria da Fazenda, com suas obrigações tributárias em situação regular e ter apurado imposto a recolher no ano imediatamente anterior.