Guia Feambra

Informativo Feambra - Agosto/2006

Palavra do Presidente                                                                     
 
O Museu do Theatro Municipal, na praça Ramos de Azevedo,  que estava com as portas fechadas há cerca de um ano, será reaberto ao público em agosto. A principal função do museu é mostrar objetos, documentos, gravações e reportagens que tenham sido importantes na história do Municipal.

O museu foi implantado com o objetivo de coletar, classificar, conservar e divulgar através de exposições e publicações, documentos textuais, fotografias e objetos referentes às atividades do Teatro Municipal desde a sua inauguração em 1911.
     Um verdadeiro banco de dados da história, tanto artística quanto social da cidade , dessa casa de espetáculos tão especial. Criado em 1968, somente em 1983 teve o reconhecimento da cidade de São Paulo e está instalado desde 1995 junto ao Viaduto do Chá. Nessa ocasião, sua coleção passou a ocupar três salas do Teatro Municipal, enquanto as exposições aconteciam no saguão e no Salão Nobre do próprio teatro.

Em 1985, em razão da realização das obras de restauro do teatro, o museu foi transferido, em caráter provisório, para o Edifício Martinelli. No entanto, essa situação perdurou por alguns anos.

Para quem precisar fazer uma pesquisa acadêmica, o Museu do Teatro Municipal de São Paulo tem documentos para consulta pública, mantendo também uma biblioteca com fotos e vídeos. Abriga o mais rico acervo sobre o teatro, e mais, cerca de 6.000 fotos históricas, partituras e 30 mil programações de espetáculos.                                                                                                        

José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da Fambra

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Complexo Cultural da República

Foi inaugurado no final de março o Complexo Cultural da República João Herculino, que abriga o Museu Honestino Guimarães e a Biblioteca Leonel de Moura Brizola, com cinco andares e capacidade para um acervo de 500 mil volumes. O Governo do Distrito Federal gastou R$ 80 milhões e as obras duraram dois anos.

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Tela de Gustav Klimt torna-se a mais cara da história da arte                                                    

O magnata americano da cosmética, Ronald S. Lauder, adquiriu a tela o “Retrato de Adele Bloch-Bauer I”, de Gustav Klimt , de 1907, em leilão na Christie’s, de Nova York por US$ 135 milhões. Ela será exposta no Neue Galerie, na mesma cidade, propriedade de Lauder.
 
A pintura de Klimt torna-se a mais cara da história, ultrapassando a obra “Jovem com Cachimbo”, de Pablo Picasso, vendida em 2004 por US$ 104,2 milhões na casa de leilões Sotheby's. O magnata é dono de uma fortuna avaliada em US$ 2,7 bilhões, é especializado em arte austríaca e herdeiro da fabricante de cosméticos Estée Lauder. Além de ser o quadro mais caro da história, foi  também o centro da maior disputa judicial já vista por uma obra de arte em todos os tempos.

Disputa judicial
A tela, o "Retrato de Adele Bauer I", uma intelectual austríaca, foi pintada em 1907. Mas, ao morrer, em 1925, deixou um testamento no qual doava a tela e mais outras quatro obras para o governo austríaco. O marido, um milionário chamado Ferdinand Bloch-Bauer, revogou o testamento e decidiu doar toda a fortuna para os três sobrinhos do casal, Louise, Robert e Maria.

Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, as obras foram apropriadas pelos nazistas e depois permaneceram com o governo austríaco. Em 2000, Maria Altmann, a única sobrevivente dos herdeiros, entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos para reaver os quadros. A batalha nos tribunais foi decidida há seis meses, quando as telas tiveram de ser devolvidas a Maria, hoje com 90 anos. Foi uma decisão que entrou para a história dos tribunais e, agora, para a história da arte.
    
Klimt
Gustav Klimt nasceu em Viena em 1862 em uma família humilde e faleceu em 1918. Fundou  a Companhia de Artistas, que obteve prêmios e renome por seus trabalhos de pinturas decorativas de edifícios arquitetônicos entre eles o Museu de História da Arte, a Universidade de Viena e palácios. Em 1903 viajou a Rávena (Itália) para visitar os mosaicos de San Vitale. Teve uma enorme influência sobre artistas contemporâneos como Kokoschka e Schiele, mas nenhuma escola o seguiu.

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Museu Imperial

O Museu Imperial foi criado em Petrópolis no dia 16 de março de 1943, por Getúlio Vargas. O prédio era um antigo palácio de veraneio do imperador D. Pedro II. Seu acervo reúne 7866 objetos representativos da cultura nacional e estrangeira do século XIX, entre numismática, armaria, heráldica, porcelanas e cristais, ourivesaria, viaturas, mobiliário, prataria, indumentária, objetos musicais, esculturas e pinturas. A finalidade do museu é preservar e expor o patrimônio cultural do período da Monarquia Brasileira, e também de mostrar a formação histórica do Estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis. Para mais informações visite a página: www.museuimperial.gov.br .

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Museu do Teatro Municipal será reaberto

O Museu do Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, foi criado em 1983 e será reaberto em agosto, após permanecer fechado por cerca de um ano – julho de 2005. O custo da reforma é da ordem de R$ 160 mil, dividido entre a Prefeitura e Fundação Vitae. 
 
O acervo do Museu abriga 6.000 fotos, documentos históricos e 60 painéis que retratam a história do Teatro Municipal em momentos como a inauguração, em 12 de dezembro de 1911, e também da Semana de Arte Moderna, de 1922. Ocorreram desde então cerca de 30 mil programações de espetáculos no teatro.
           
Um novo projeto de iluminação e novo equipamento de audiovisual são produtos que foram incorporados ao processo de reforma que também retirou o gesso do teto. A mostra é dividida em fases, a começar pelas imagens da inauguração do teatro em 1911. a seguir, a Semana de Arte Moderna de 1922, as reformas a que o teatro foi submetido e as principais óperas encenadas.

Grandes fotos retratam Maria Callas (1951), a mais conhecida cantora de ópera do Século 20, Beniamino Gigli (1921) considerado um dos maiores tenores e a soprano brasileira Bidu Sayão (1921). A nova exposição do museu trará, além dos painéis, cartazes de espetáculos que aconteceram por lá e um vídeo de seis minutos sobre a história do teatro.

Logo que for  aberto, o museu contará com a capacidade para receber 40 visitantes, divididos em dois grupos de 20 pessoas. Num passeio de uma hora o grupo permanecerá cerca de 50 minutos no museu e 10 minutos no teatro. O funcionamento será das 9h às 17h.

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Museu do Brinquedo educa e diverte

 
O Museu da Educação e do Brinquedo está localizado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Foi criado em 1999 e possui um acervo de 1.500 peças, porém são expostas apenas 200 unidades. Para os mais velhos é uma viagem ao passado e para os jovens uma grande diversão.

O acervo é organizado de maneira temática e tem a finalidade mostrar aos visitantes como os brinquedos reproduzem mudanças de hábitos sociais. O Brasil rural, por exemplo, é representado por um carro de boi de madeira esculpido no início do século 20, contrastando com os modernos brinquedos eletrônicos.
 
Os brinquedos são divididos entre os para meninos e meninas. Armários de bonecas de pano, casinhas e bichos de um lado e jipes, tanques e bonecos da coleção “Comandos em Ação”, de outro lado.
 
Como se trata de um museu, não é permitido que as crianças brinquem com os brinquedos, porém, após a visita há um espaço aberto onde as crianças podem brincar com outros brinquedos.

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Obras de Niemeyer são retratadas em livro

22 obras do arquiteto Oscar Niemeyer são retratadas em vários ângulos pelos fotógrafos Rogério Randolph e Luiz Cláudio Lacerda no livro “Oscar Niemeyer 360º - Minhas Obras Favoritas”. Além do registro de fotografarem os trabalhos do arquiteto em 360 graus, encontram-se textos do construtor de Brasília comentando seus trabalhos. O livro reúne o melhor da obra de Niemeyer escolhido por ele mesmo.
 
O livro começa com a Pampulha, em Belo Horizonte, seu primeiro grande projeto, onde ocorreu também sua primeira parceria com o então prefeito da capital Juscelino Kubitschek. A última obra destacada é o Museu Oscar Niemeyer em Curitiba.

A técnica utilizada pelos autores é a de fotografar 360 graus da obra. Já fizeram trabalhos sobre a Amazônia, o Rio de Janeiro, Salvador e Fernando de Noronha. O arquiteto é a primeira personalidade. O foco de cidades foi alterado para personagens e Niemeyer foi escolhido pelo fato de ser um brasileiro muito conhecido no exterior.

A técnica de fotografar em 360º é feita através de um equipamento que dispara sozinho para realizar as fotos. Antes, porém, é necessário uma boa produção, como esperar o momento certo, com dias claros, céu e ar limpo e sem pessoas por perto.

Trabalhos de destaque como o Congresso Nacional, Palácios da Alvorada, do Planalto e também, o Museu de Arte Moderna de Niterói, estão no livro, assim como, a sede do Partido Comunista francês, em Paris, o Centro Cultural da cidade Portuária Lê Havre, no norte da França e a Universidade Constantine, na Argélia.
 
O próprio Niemeyer escreveu textos explicativos sobre cada obra que recebeu tradução em francês, inglês, alemão e espanhol. O custo do livro foi de R$ 500 mil reais gastos com viagens aos lugares onde estão as obras, pesquisa e impressão luxuosa. As empresas patrocinadoras são a BMW do Brasil, a Schindler e a Densply.
 
Burle Marx é provavelmente a próxima personalidade do trabalho da dupla de fotógrafos, que produzem juntamente com o livro calendários, pôsteres e ímãs de geladeira com as fotos.

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Projeto do Estatuto dos Museus é entregue à Câmara

No dia 20 de junho, em solenidade na Câmara dos Deputados, o Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus entregou formalmente à Comissão de Educação e Cultura da Casa o projeto de lei do Estatuto dos Museus, que visa regulamentar o setor museológico no país.

O projeto de lei foi amplamente debatido no Comitê Gestor do SBM e entre a comunidade museológica brasileira. Para Adolfo Samyn, presidente da Associação Brasileira de Museologia,  a contribuição de diversas pessoas e entidades reflete a realidade da diversidade museológica brasileira. O documento é capaz de atender essa diversidade, abrangendo os museus pequenos, os museus comunitários e ecomuseus, ou seja, abarcando novas composições museológicas de uma forma amplamente democrática.

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Museu futurista em Londres

                                                                                                                           
A Tate Modern anuncia a construção de um prédio anexo para expandirem 60 % a sua área total. O edifício terá o formato de uma pirâmide cubista de 70 metros de altura, com blocos retangulares de vidro dispostos de modo irregular. A Tate Modern é o museu de arte moderna mais visitado do mundo.

A nova área do museu  dará espaço para performances e instalações em vídeo e outras mídias. Contará também com restaurantes, seis cafés e um terraço com vista panorâmica. A inauguração do novo anexo será em 2012.

A obra foi projetada pelos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron responsáveis pelo prédio original.

O novo prédio é orçado em 215 milhões de libras (cerca de R$ 870 milhões) e tem por objetivo receber 1,8 milhão a mais de visitantes por ano. Deste montante, 7 milhões de libras são provenientes da prefeitura e o restante de parcerias com a iniciativa privada. A galeria recebe atualmente por volta de 4 milhões de pessoas.

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Praças da Sé e República entram em reforma
 
Teve início as reformas das Praças da Sé e da República. Elas fazem parte do projeto de revitalização do centro de São Paulo que tem por objetivo melhorar o aspecto paisagístico e também, o de facilitar a circulação de pessoas.
 
O financiamento das obras é do Bid – Banco Interamericano de Desenvolvimento e o valor é de
R$ 7,2 milhões, o que exigiu algumas modificações do projeto original. O consórcio formado pelas empresas Este e Araguaia Engenharia foi o que venceu a licitação. A estimativa do prazo para que as obras terminem é em janeiro de 2007.

A reforma da Praça da Sé terá um custo de R$ 4,1 milhões e irá eliminar os desníveis causados pela construção do metrô. Jardineiras serão rebaixadas, escadas serão substituídas por rampas, a fonte será reativada, o espelho d’água recuperado, será efetuado o plantio de 94 árvores e  a instalação de mais iluminação, principalmente perto das esculturas.

O subprefeito da Sé, Andréa Matarazzo afirma que a intenção é levar de volta para a praça grandes manifestações e shows.

Na reforma da Praça da República serão aplicados cerca de R$ 3,1 milhões e objetiva resgatar o aspecto do local após a grande reforma realizada em 1905. O asfalto dos passeios será trocado por lajotas iguais às originais, as grades situadas no contorno da praça serão retiradas e o lago recuperado. As esculturas serão recuperadas e terão placas de identificação.

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Museu Hermitage tem 200 peças desaparecidas

Duzentas obras desapareceram do museu Hermitage de São Petersburgo. Em comunicado divulgado pela direção do museu, a maioria das peças, inclusive jóias, encontrava-se no departamento russo do edifício. O Hermitage foi construído em 1764 para ser palácio de inverno da Imperatriz Catarina II. Em 1995, o museu anunciou uma exposição com parte das obras saqueadas na Alemanha no fim da guerra.

Lá estavam a “Place de la Concorde”, de Edgar Degas, que muitos consideravam perdida; “Paisagem com Casa e Lavrador”, de Van Gogh; “A Bebedora de Absinto”, de Picasso; “No Jardim”, de Renoir; “Tapera Mahana”, de Gauguin; “De Manhã”, “Partida para o Trabalho”, de Van Gogh; “Banhistas”, de Paul Cézanne, “Bailarina Henriette”, de Matisse, entre outras obras primas. O Hermitage já possuía centenas de pinturas européias compradas no século XVI, entre elas “A Sagrada Família”, de Rafael e “A Volta do Filho Pródigo”, de Rembrandt.
 
O museu recebe a visita de turistas de todo o mundo, contrariando a Imperatriz Catarina II, que escrevera: "Somente os ratos e eu podemos admirar essas obras de arte". O acervo do museu conta com 16 mil pinturas e possui algo em torno de 3 milhões de objetos de arte e encontram-se obras de artistas como Renoir,

Uma pequena, mas bem selecionada, parte dessa preciosa coleção é exibida no quiosque multimídia e ao se tocar em uma imagem, ela aparece ampliada e acompanhada de uma sucinta descrição histórica. O desaparecimento foi percebido durante a catalogação da coleção do museu em São Petersburgo. Foi aberto uma investigação para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e a recuperação das peças.

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Contribuintes que apoiarem projeto cultural em São Paulo poderão deduzir no ICMS


Com o advento do Decreto nº 50.856, de 6 de junho de 2006, o contribuinte que apoiar financeiramente
projeto cultural credenciado pela Secretaria de Estado da Cultura, no âmbito do Programa de Ação Cultural – PAC, poderá creditar-se, total ou parcialmente, do valor destinado ao patrocínio. Este benefício estará em vigor até 31 de dezembro de 2007.

De acordo com o advogado Juliano Zimmermann de Freitas, do Martinelli Advocacia Empresarial, o benefício da compensação está limitado tanto para a Secretaria da Fazenda como para o contribuinte. “ A Secretaria da Fazenda é limitada globalmente, em cada ano, a até 0,2% (dois décimos por cento) da
arrecadação anual do ICMS relativa ao exercício imediatamente anterior. Já para o contribuinte, o crédito é limitado individualmente e mensalmente, à aplicação do percentual estabelecido pela secretaria da Fazenda, que varia de 3% ( três por cento) a 0,06 % (seis centésimos por cento) do imposto apurado e recolhido no terceiro mês anterior à doação”, diz o advogado.

A Secretaria da Cultura regulamentará a viabilidade do projeto cultural para fins de credenciamento no PAC e encaminhará periodicamente à Secretaria da Fazenda relação de projetos credenciados, habilitados a receber patrocínio. O contribuinte interessado em apoiar projetos deverá estar previamente credenciado e habilitado pela Secretaria da Fazenda, com suas obrigações tributárias em situação regular e ter apurado imposto a recolher no ano imediatamente anterior.