Guia Feambra

Informativo Feambra - Março/2007

Palavra do Presidente                                                                            
 
Como afirmou em certa ocasião o ex-governador Paulo Souto: A Bahia deu ao longo dos últimos anos um grande exemplo de responsabilidade na preservação de seu patrimônio histórico e cultural. Interessante ressaltar a importância que a Bahia dá à preservação do seu patrimônio e com isto fortalece as opções do turismo cultural no estado.

Temos consciência disto: a preservação do Patrimônio Histórico fortalece o turismo cultural. É um ponto importante para o Estado, e é bom para moradores e turistas que têm a preocupação com a cultura. Não se pode pensar em preservação do patrimônio sem construir mecanismos que integrem os moradores e a dimensão econômica e histórica. A força básica de uma cidade é a sua força cultural, sua história e sua economia, o que a transforma em um pólo turístico.

A cidade de Salvador é um grande patrimônio, com inúmeras opões de turismo. A preservação de seu patrimônio público está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento econômico. Pelas suas características singulares, a capital baiana tornou-se um dos principais destinos do turismo internacional. É famosa pela sua história, pela miscigenação, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro.

As ruas do Centro Histórico transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Profundos conhecedores da história local, os guias turísticos da região explicam como se desenvolveu a colonização da primeira cidade do País - até 1763, foi a capital da Coroa Portuguesa nas Américas, e também como principal porto do Hemisfério Sul até ao século XVIII.

A cidade é considerada a capital cultural do país, berço de grandes nomes nas diversas manifestações artísticas, com destaque nacional e internacional.  A atividade cultural e o turismo são fontes de emprego e receitas, impulsionando as artes e a preservação do patrimônio artístico. Como se não bastasse, Salvador ainda conta com muitas belezas naturais e parques ecológicos.
                                                                                                       
José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da Fambra

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Salvador de Todos os Santos e Artistas
                                                                                                                        
A cidade de Salvador apresenta uma múltipla variedade de atrativos turísticos. Pode-se ver uma roda de capoeira no Mercado Modelo, subir à Cidade Alta no maior elevador público do Brasil - o Lacerda - , e na sua parte superior o visitante pode saborear o milk-shake d’A Cubana, acompanhado de bolinhos com uma receita secreta, que conta com mais de 68 anos.

A imensa Baía de Todos os Santos e suas centenas de embarcações convida a inúmeros passeios marítmos. A  paisagem é fascinante e inesquecível. Há também Forte de São Marcelo, redondo, no meio do mar, o Mercado Modelo, os sobradões coloniais e prédios do antigo Comércio.

Outro ponto a visitar é o Centro Histórico - Patrimônio da Humanidade, quase todo restaurado pelo governo estadual. O projeto Pelourinho Dia & Noite fez do Centro Histórico uma festa ininterrupta, com inúmeros espetáculos ao ar livre, com peças teatrais, shows folclóricos, diversos museus e galerias de arte.                                  
Uma outra atração que encontramos na cidade de Salvador são os artistas. Bel Borba é um deles. Ele é um dos mais populares artistas plásticos da capital baiana. Muitas de suas obras estão nas ruas de Salvador, ao alcance de todos. São murais em mosaico, com homenagens aos orixás e imagens de animais. A  paisagem da Bahia hoje se confunde com ele, com suas obras de intervenção pública, sobretudo os painéis de mosaicos, que se espalham nas encostas, paredes, túneis e postes.

O artista produziu mosaicos em pontos de ônibus, nas árvores, nas pedras, em postes e encostas como na Amaralina, na Boca do Rio, no Contorno, na Avenida Garibaldi, no Rio Vermelho e na Escola Cupertino Lacerda e na Praça das Artes. No bairro do Candeal, construiu uma serpente em aço inoxidável com 85 metros de comprimento e também o mosaico que orna a bica do bairro, na rua 18 de agosto.
 
O bairro mais boêmio de Salvador, o Rio Vermelho, agora está de cara nova. Os artistas plásticos baianos Bel Borba, Ruy Santana, Burity e Cláudio Barata pintaram quatro grandes painéis com rostos de quatro artistas baianos: Raul Seixas, Caetano Veloso, Gal Costa e Dorival Caymmi.

Cada painel tem a cara de cada artista baiano. Bel Borba ficou com a tarefa de pintar o cantor Raul Seixas. Ruy Santana pintou Caetano Veloso e desenhou um painel bastante colorido. Didá. Burity se sentiu privilegiado em pintar a única mulher: Gal Costa. Dorival Caymmi foi retratado por Cláudio Barata.
                                                                                                                                                                     
Outra artista que chama à atenção é Eliana Kertesz se destaca como uma das mais importantes escultoras brasileiras da atualidade. é conhecida no cenário artístico e intelectual por criar esculturas de mulheres gordas. Idealizou o monumento “As meninas do Brasil”,  que é uma homenagem às três raças do Brasil - negra, branca e índia. Com as esculturas ela pretende saudar o Brasil e o mundo com alegria e paz, passando uma mensagem de amor e respeito às diferenças. Fundidas em bronze, as esculturas possuem, em média, três metros de altura e estão assentadas sobre base de concreto.

Outra opção de cultura e lazer que a cidade oferece é uma visita ao parque do Dique do Tororó. Uma das atrações é a lagoa decorada com orixás feitos pelo artista plástico Tati Moreno. O dique é considerado um local sagrado para os adeptos do candomblé, que fazem oferendas aos orixás em suas águas, e também é um espaço de lazer preferido dos moradores de Salvador e é considerado um dos mananciais naturais mais importantes da cidade.

Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o dique possui 110 mil metros quadrados de espelho d´água e uma área de 25 mil metros quadrados no entorno, onde estão distribuídos equipamentos de lazer para todas as idades. Em 1998, ele foi totalmente recuperado e revitalizado, tornando-se também um dos cartões postais da capital baiana.

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Lago sagrado

Para os adeptos do candomblé o dique do Tororó é uma das moradas de Oxum, orixá da água doce, lagos e fontes. No mês de dezembro mães de santo depositam no lago cestos de flores e presentes em homenagem ao orixá. Às terças-feiras, os filhos de Ogum vão ao dique fazer suas preces e oferendas.      Para homenagear o local, considerado um santuário, o artista plástico Tati Moreno fez diversas esculturas de orixás.

Oito delas estão dentro d´água: Ogum (deus do ferro e da guerra), Oxóssi (deus das matas e da caça), Xangô (deus dos raios e trovões), Oxalá (o pai de todos os orixás), Iemanjá (deusa do mar e mãe dos orixás), Oxum (deusa dos rios, lagos e fontes), Nanã (a mais velha dos orixás) e Iansã (a deusa da guerra e das tempestades). As esculturas estão numa roda, na posição em que os filhos de santo incorporados pelo orixá costumam dançar nos terreiros de Candomblé. No centro da roda existe uma fonte com um jato de 40 metros de altura.                          
   
Outro artista de destaque em Salvador é Mário Cravo que é um escultor reconhecido internacionalmente. Com esculturas de grande porte, como a Fonte da Rampa do Mercado, ao lado do Elevador Lacerda, seu trabalho caráter lúdico marca a cidade. Para o artista há uma preocupação em integrar a obra ao meio e ao público.

No Parque Metropolitano de Pituaçu, podem ser encontradas cerca de 50 esculturas de Cravo ao ar livre sob a forma de objetos tridimensionais - estáticos, móveis e sonoros-; e uma galeria, que abriga os trabalhos do artista em várias técnicas. O parque recebe cerca de 5 mil visitantes por semana.

Uma construção histórica que também se destaca é o castelo Garcia D´ Ávila, uma construção quinhentista, considerada patrimônio histórico e cultural brasileiro. É a primeira grande edificação portuguesa no Brasil. Erguido em 1551, pelo almoxarife real Garcia D´ Ávila, localizado em Praia do Forte, restam apenas as ruínas de um castelo senhorial. o local era sede de seus domínios no litoral. Sobre uma elevação dominada por uma torre, servia para vigiar o mar a leste e o sertão a oeste
                  
Por volta do ano de 1587, contava com fortes defesas como baluartes, aos quais foram sendo acrescentadas muralhas de pedra e cal, visando resistir aos ataques de corsários. Funcionou como quartel-general na resistência luso-espanhola às invasões holandesas.

Garcia D'Avila chegou à Bahia em 29 de março de 1549, com Tomé de Souza - primeiro governador geral do Brasil, sendo nomeado, no primeiro dia de junho, feitor e almoxarife da Cidade do Salvador e da Alfândega. Morreu em 23 de maio de 1609 como mo vereador do Senado da Câmara e foi considerado uma das mais importantes individualidades políticas do seu tempo.

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Louvre bate recorde e se mantém como museu mais visitado do mundo

O museu do Louvre, em Paris, recebeu em 2006 um número recorde de visitantes - 8,3 milhões, contra os 7,5 milhões de 2005 - e continuou sendo o museu mais visitado do mundo. O crescimento no número de visitantes se verificou em todas as áreas. O museu apresentou 17 exposições em 2006. Somente a mostra sobre o pintor neoclássico francês Jean-Auguste-Dominique Ingres recebeu 379 mil visitantes.

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Pintor escocês Peter Doig é o artista vivo mais bem cotado do mundo 

O pintor escocês Peter Doig, pouco conhecido, apesar de alguns importantes museus já terem exposto sua obra, tornou-se o artista vivo mais bem cotado do mundo. A editora britânica Phaidon acaba de dedicar uma publicação ao artista, cuja obra intitulada "White Canoe" foi vendida, na Christie's de Londres, pelo equivalente a 8,67 milhões de euros.

O quadro capta um momento de serenidade total, com uma canoa branca refletida nas águas tranqüilas de um lago, e as obras do artista são consideradas pelo o colecionador britânico Charles Saatchi como "o retorno da pintura".

A obra de Doig vem sendo exibida em museus como o de Arte Moderna de Nova York (MoMA), o Centro Pompidou de Paris a Galeria Nacional de Ottawa, no Canadá e também participa de importantes exposições,
como a Bienal de Veneza e de Santa Fé (Estados Unidos).

Seus trabalhos apresentam um mundo mágico e colorido que evoca a pintura de um Egon Schiele (ou de um Klimt), a arte expressionista nórdica, e traz características de Matisse e Gauguin. Trata-se de um artista tão intuitivo quanto reflexivo. O próprio Doig reconhece que pode demorar meses para concluir
[mentalmente] uma obra, embora a execução física, em si, não dure mais que duas semanas.

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A Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) devolveu , totalmente restaurada ao Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM) uma obra do pintor catalão Pablo Picasso, datada de 1950. A obra - serigrafia sobre tecido, medindo 88cm x 84cm, da série denominada Tauromaquia - estava danificada e guardada por cinco anos na reserva técnica da instituição maranhense.

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O Iphan, o Ministério da Cultura e o Museu Chácara do Céu promovem a campanha de disque denúncia. No dia 24 de fevereiro de 2006 foram roubadas quatro telas do museu Chácara do Céu: uma de Salvador Dali, uma de Henri Marisse, uma de Pablo Ruiz Picasso e uma de Claude Monet. A recompensa é de R$ 5 mil. Basta ligar para 2253 1177.


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Estão abertas as inscrições para os cursos do primeiro bimestre da Escola do Masp, com aulas a partir de março. Às segundas-feiras ocorrerá o módulo O Ideal do Belo na Arte Grega; às terças, Introdução à História Geral da Arte 1; às quartas, História da Arte no Acervo do Masp; e às quintas, Arte Egípcia. Cada módulo, bimestral, tem aulas um vez por semana das 19h às 21h. O valor de cada é de R$ 300,00 (estudantes em geral e professores da Rede Pública têm desconto).          
                                                                                                                                                      
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 O diplomata Pedro da Cunha e Menezes encontrou uma coleção de obras francesas e inglesas, que retratam a Guanabara dos séculos XVIII e XIX, e estavam "perdidas" em reservas técnicas da Austrália. Essas obras, inéditas ao público brasileiro, podem ser vistas na exposição “O Rio de Janeiro na Rota dos Mares do Sul”, na Pinacoteca do Estado, até 22 de março.

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 A mostra reúne dezenas de aquarelas, litografias, grafites e manuscritos de artistas de diversas nacionalidades que estiveram no Rio de Janeiro. As obras pertencem a importantes instituições australianas: a State Library of New South Wales, e a Kerry Stokes Collection. A exposição traz ainda reproduções digitais de obras da vasta coleção da National Library of Australia, de Camberra

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O Artista Bel Borba

O artista plástico Alberto José da Costa Borba, mais conhecido como Bel Borba, nasceu em Salvador, em 1957, se dedica à pintura, escultura (usando aço, madeira, pedra e fibra de vidro), painéis de mosaicos e painéis de azulejos.
   
Hoje, ele é um dos mais populares artistas plásticos da capital baiana. Seu ateliê é na cidade. Quando criança, costumava brincar com pincéis, tintas e telas que era o material de trabalho de seu irmão mais velho, estudante de artes plásticas.

Muitas de suas obras estão nas ruas de Salvador, ao alcance de todos. São murais em mosaico, com homenagens aos orixás e imagens de animais. A  paisagem da Bahia hoje se confunde com ele, com suas obras de intervenção pública, sobretudo os painéis de mosaicos, que se espalham nas encostas, paredes, túneis e postes.
Suas obras:

O artista produziu mosaicos em pontos de ônibus, nas árvores, nas pedras, em postes e encostas como na Amaralina, na Boca do Rio, no Contorno, na Avenida Garibaldi, no Rio Vermelho e na Escola Cupertino Lacerda e na Praça das Artes.

No bairro do Candeal, construiu uma serpente em aço inoxidável com 85 metros de comprimento e também o mosaico que orna a bica do bairro, na rua 18 de agosto. Lançou em 1997 o “Projeto Novo Grafismo de Rua”, e fez uma iguana em mosaico numa encosta da Avenida Juracy Magalhães, em Salvador.

Realizou também em mosaicos, um painel de músicos para o Festival de Verão de 2000, um mural para a sede do Centro de Recursos Ambientais, outro para a Cortina de contenção do Largo do Retiro (com mil metros quadrados), e outros painéis para a entrada dos condomínios Chácaras Suíça, Bosque Itália e Horto Florestal.

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As esculturas de “Gordas”, de Eliana Kertész

A artista plástica baiana Eliana Kertesz, completa 10 anos de carreira e se destaca como uma das mais importantes escultoras brasileiras da atualidade. Se firma no cenário artístico pela força criativa com uma estética própria – partiu do contraponto da estética moderna e criou as esculturas de mulheres “Gordas”.

Eliana é conhecida no cenário artístico e intelectual por criar esculturas de gordas. Assim ela descreve suas preferência: “Volumes, curvas, abundância, exagero e fartura. Assim que nascem minhas gordas. São generosas, sensuais e extravagantes”.

A artista completou o curso básico na recém-criada Escola de Artes Visuais, no Parque Lage, e teve uma breve passagem pela Escola Belas Artes da Bahia. É formada em administração de empresas, fez carreira no setor público, foi secretária de Educação e Cultura e vereadora por Salvador.

Idealizou o monumento “As meninas do Brasil”,  esculturas expostas em Ondina,  Salvador.
É uma homenagem às três raças do Brasil - negra, branca e índia. Nomeadas como Damiana, Mariana e Catarina as esculturas pretendem, em nome da Bahia, saudar o Brasil e o mundo com alegria e paz, passando uma mensagem de amor e respeito às diferenças. Fundidas em bronze, as esculturas possuem, em média, três metros de altura e estão assentadas sobre base de concreto. Damiana está olhando para o oceano, na direção da África, Mariana vislumbra Portugal, no hemisfério norte e Catarina contempla o continente americano.

A artista empresta significação e identidade a cada uma de suas obras, sempre de formas arredondadas. Em barro, bronze, resina, fibra, alumínio ou pedra, manifestam irreverência à ditadura da beleza magra.

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O Departamento de Museus e Centros Culturais do Iphan e a FOX FiLM do Brasil lançaram a promoção "Uma noite no museu". Para concorrer, basta enviar uma frase dizendo o que você faria se passasse uma noite no museu. Os autores das melhores frases ganharão dois ingressos para o filme.
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Teve início a exposição “Aquarelas de Segall: olhar sereno, olhar aflito, múltiplos olhares”, que comemora os 40 anos do Museu Lasar Segall e lembra os 50 anos do falecimento do artista