Guia Feambra

Informativo Feambra - Julho/2007

Palavra do Presidente                                                       

Parece que Deus é mesmo brasileiro...                                                                                                           
    
Os jogos pan-americanos de 2007 começaram no dia 13 de julho e fez com que os olhos de todas as Américas e do mundo se voltassem para o Rio de Janeiro. Nossos atletas estão brilhando a cada dia e nos trazendo muitas medalhas.  A princípio se achou que o Brasil lutaria apenas pela quarta posição na competição, mas já estamos brigando com Cuba pelo segundo lugar.

Apesar dos imprevistos, como a nossa seleção masculina de futebol nem chegar a disputar a medalha de bronze, a ginasta Daiane dos Santos sofrer uma lesão e não participar da final do solo e Ricardinho do vôlei ser cortado da equipe, houve verdadeiras surpresas.

Tivemos a revelação de Jade Barbosa na ginástica olímpica, Thiago Pereira na natação, que conquistou seis medalhas de ouro, e mais prata e bronze, o pentatlo com Eliane Marques (pernambucana), tênis de mesa com Hugo Hoyana (sua 9º medalha de ouro), Juliana e Larissa (dupla do vôlei de praia), o futebol feminino, que surpreendeu e venceu o time americano – até então invicto, e por aí vai....
 
Mas, nosso foco consiste em museus e monumentos a céu aberto. Tantas vitórias e o brilho esportivo ocorreram sob a benção do nosso Cristo Redentor, nosso cartão postal do Brasil, escolhido como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo. Um Cristo de braços abertos para todos os brasileiros e para todo o mundo.
                                                                                  
José Marcelo Braga Nascimento 
Presidente da Fambra

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Masp: um Museu sem Amigos                                                                                  
    
Segundo a revista Veja São Paulo, edição de julho de 2007, cinco mudanças são necessárias para melhorar a situação cada vez mais lamentável do Masp, Museu de Arte de São Paulo – o mais importante museu da América Latina – com um rombo financeiro absurdo.
    
As mudanças seriam:
1)Profissionalizar a administração.
2) Ampliar a área do museu e explorar novos espaços.
3) Licenciar produtos com a marca Masp.
4) Criar uma sociedade de amigos do museu.
5) Tornar as exposições mais interessantes.
    
Para nós da Fambra o que mais chama a atenção é o fato de um museu tão importante e respeitado não ter uma sociedade de amigos. Esse tipo de sociedade é muito importante pois serve para fidelizar os freqüentadores e, como conseqüência, garantir visitações e apoio ao museu. Além disso, muitas vezes essas sociedades contribuem financeiramente, o que gera um grande aumento na renda do museu – ajudando a cobrir dívidas e gastos excessivos.
   
É possível vermos a presença desses grupos em grandes museus do mundo inteiro, como por exemplo no Metropolitan Museum em Nova York. Mesmo no Brasil existem diversas sociedades de amigos que buscam ajudar esses patrimônios, como exemplo podemos citar a SAMPA (Sociedade de Amigos do Museu  Paulista) na região do Ipiranga.
   
Sabemos que, muitas vezes, uma sociedade de amigos de determinado museu é formada por pessoas que residem próximo ao local; e que o Masp não se localiza em um bairro residencial, mas sim em um dos famosos cartões postais de São Paulo – na movimentada Avenida Paulista. Contudo, muitas pessoas trabalham nesse local e mesmo assim nunca foram visitar o museu.
   
É importante lembrar que não só o Masp está em decadência, mas a cultura de museus no Brasil também. Esta terrível situação precisa ser mudada, logo é preciso chamar a atenção do público brasileiro para preservar o futuro desses grandes espaços, que revelam ao mundo o nosso passado e perspectivas para o nosso futuro. Obras de arte ou objetos importantes para a nossa história precisam ser apreciados e para tanto, é preciso que haja uma Sociedade de Amigos. Aqui fica a nossa sugestão para melhorar a situação do museu e, dessa forma, torná-lo mais atrativo.

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Cristo Redentor:
uma das Sete Maravilhas do Mundo


Durante dois meses ocorreu o processo de eleição das novas Sete Maravilhas do Mundo, via Internet, celular e telefone fixo. As pessoas puderam votar em sete das 21 maravilhas finalistas. A idéia partiu do produtor de cinema suíço Bernard Webe.  Dentre os não eleitos estão a Torre Eiffel na França (Paris), a Estátua da Liberdade em Nova York (USA), o Castelo Árabe de Lhambra, na Espanha e a Ilha de Páscoa no Chile.
    
Um dos finalistas foi o famoso cartão postal do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor. Essa é a mais conhecida imagem do Brasil no exterior. Sua construção ocorreu devido à comemoração dos cem anos da Independência do Brasil e levou cinco anos para ser concluída, tendo seu início em 1926 e término em 1931. Foi inaugurada no dia 12 de outubro do mesmo ano. O projeto foi feito, dentre outros colaboradores, pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e pelo artista plástico Carlos Oswaldo (responsável pelo desenho final da escultura). A execução da escultura ficou a cargo do franco-polonês Maximillien Paul Landowski, que trabalhou no monumento por cinco anos, mas nunca o visitou.

A obra veio da França, em partes, através de um navio e as peças foram levedas de trem até o morro do Rio de Janeiro. No ano 2000 a Estátua do Redentor recebeu uma reforma para a instalação de proteção, nova iluminação e sinalização. A partir de 2006 foi considerado santuário católico, o que permite a execução de sacramentos de matrimônio e batismo no local.
    
A Estátua, de concreto e pedra sabão, possui 38 metros de altura e pesa 1.145 toneladas. Só a cabeça do Cristo tem 3,75 metros e cada uma das mãos tem 3,2 metros, pesando oito toneladas. Está localizada no Morro do Corcovado, defronte a Baía da Guanabara, a mais de 700 metros acima do mar.
    
O resultado da eleição foi divulgado dia 07 de julho de 2007 em Lisboa, Portugal e a nossa estátua do Cristo Redentor foi a terceira classificada. O ex-técnico da seleção brasileira, o pentacampeão Luis Felipe Scolari, foi quem recebeu o prêmio em nome de seus compatriotas. Avalia-se que com essa classificação, o Cristo Redentor trará os olhos do mundo ao Rio de Janeiro, que deverá voltar a ser a Cidade Maravilhosa e, ao nosso Brasil querido e tão mal-tratado, gerando novos empregos e atraindo mais turistas.

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As outras Maravilhas do Mundo:


• A antiga cidade maia Chichem Itza (anterior ao ano 800 d.C.). Localizada na Península de Yucatna, no México, é a mais famosa cidade templo maia e funcionou como centro político e econômico dessa civilização.

• O Coliseu (ano 70 a 82 d.C.). Localiza-se na cidade de Roma, Itália. O anfiteatro foi construído para celebrar a glória do Império Romano e serviu de palco para inúmeros combates entre gladiadores e cristãos.

• A Muralha da China (220 a.C. a 1368 – 1644 d.C.). A grande muralha foi construída para impedir as invasões por tribos mongóis. É o maior monumento já construído e o único visível do espaço. Quando Neil Amstrong pisou na Lua e viu a Terra, o único objeto que enxergou foi essa muralha.

• As ruínas incas de Machu Picchu (1460 a 1470) no Peru. O imperador inca Pachacutec queria construir uma cidade nas nuvens então fez Machu Picchu (velha montanha) no Planalto dos Andes. Um surto de varíola esvaziou a cidade que foi considerada perdida durante mais de três séculos.

• A cidade de Petra (9 a.C. a 40 d.C.) na Jordânia. O sítio arqueológico de Petra foi construído pelos Nabateus, que tinham conhecimento e domínio da hidráulica. A cidade conta com um enorme sistema de túneis e câmaras de água, além de um teatro com capacidade para 4.000 espectadores.

• O mausoléu Taj Mahal (1630 d.C.) na Índia. É um imenso mausoléu mulçumano, construído em mármore branco e rodeado por jardins maravilhosos. Foi construído pelo quinto imperador Mogul mulçumano, Xá Jahan, em memória de sua falecida mulher.

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Del Prado apresenta Patinir e a invenção da paisagem

O Museu Del Prado da Espanha está com uma nova exposição. São 48 pinturas do artista Joachim Patinir e seus seguidores, que permitem ao público, através da natureza, apreciar o misto entre fantasia e realidade. Essa é a primeira exposição dedicada ao pintor considerado o precursor do gênero paisagista e que via a natureza de forma misteriosa e poética. A  mostra reúne o maior número de obras de Patinir juntas, algo nunca visto antes. Seis de suas obras compõem a coleção espanhola.                                                           

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Clarice Lispector no Museu da Língua Portuguesa 
    
As exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa são grandes sucessos. Desta vez está em cartaz, desde abril e permanecerá até o mês de setembro “Clarice Lispector – A Hora da Estrela”, uma homenagem à escritora Clarice Lispector, morta há 30 anos. A curadoria é de Júlia Peregrino e do poeta Ferreira Gullar e o design é de Daniela Thomas.
    
A mostra traz, além de textos, imagens e alguns mistérios dessa grande escritora brasileira, que surpreendeu a crítica ao publicar romances focados na questão existencial de seus personagens afinal, naquela época, a literatura brasileira era dominada pelo realismo e regionalismo. Além disso, alguns documentos inéditos sobre Clarice estão expostos e despertam a curiosidade dos visitantes.

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“Semear” no MAM      
             
    
A partir do dia 20 de julho entra em cartaz no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo - a exposição “Semear” da fotógrafa japonesa Rinko Kawauchi. Essa será a abertura das comemorações do museu pelo centenário da imigração japonesa no Brasil. Mais de 70 imagens retratam os costumes brasileiros e nossas reservas naturais, em uma seleção feita especialmente para esse evento, que ocorrerá na Sala Paulo Figueiredo. Há também representações das tradições nipônicas que ainda são mantidas no Brasil.

Rinko Kawauchi é uma das fotógrafas contemporâneas de maior destaque no Japão. Nas obras encomendadas pelo MAM, a artista utilizou como de costume, seu estilo colorido e calcado em luz e sombra.

A exposição é dividida em três vertentes; a primeira trata justamente do registro de comunidades tradicionais imigrantes, que ainda mantêm as tradições nipônicas. Como exemplo podemos citar a imagem de comunidades agrícolas no interior de São Paulo.

A segunda vertente se refere aos costumes e festas brasileiras, portanto existem imagens desde o carnaval carioca até cenas de grotões no interior, como o preparo de um leitão para um churrasco. A última vertente da exposição trata da representação da nossa natureza, através de imagens do Pantanal, das Cataratas do Iguaçu e dos Lençóis Maranhenses dentre outras. Além disso, há fotografias das características gerais da nossa fauna e flora.

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Didática no Museu Villa-Lobos                                                                                                                      

O compositor Villa-Lobos tinha o ideal de utilizar a música não só como entretenimento, mas como um meio de aprendizado. Por esse motivo, o museu, que se localiza no Rio de Janeiro, vem realizando desde 1985 esse ideal, a partir do programa Mini Concertos Didáticos, hoje uma das principais atividades da instituição.
   
Visando a divulgação da nossa cultura musical esse programa é dedicado à rede de escolas públicas e particulares. Jovens instrumentistas em fase de profissionalização levam a música de Villa-Lobos e outros compositores através de recitais didáticos, supervisionados por  técnicos do próprio museu. Os mini concertos são realizados no próprio Museu Villa-Lobos durante o ano letivo e com agendamento prévio.

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Tombamento da Praça Vilaboim

   
O Conpresp – órgão de defesa do patrimônio histórico da prefeitura – tombou a praça Vilaboim, localizada em Higienópolis e cercada por luxuosos prédios. Além disso, o órgão também restringiu a altura dos edifícios localizados ao redor de Vilaboim. Essas medidas foram tomadas com o intuito de proteger o atual aspecto da praça, incluindo sua vegetação e o traçado viário da região.
   
A partir do tombamento ficam proibidas modificações na área, inclusive de recuos em prédios,  sem o consentimento do Conpresp. As restrições são várias. Na rua Alagoas, por exemplo, os novos edifícios poderão ter no máximo 12 metros de altura, já na viela da rua Tinhorão o máximo é de sete metros. Essa é uma tentativa de impedir a verticalização em locais de interesse histórico, e também foi tomada nos bairros do Ipiranga e Mooca.