Guia Feambra

Fique Por Dentro - Abril 2010

 

Nessa edição:

Entrevista: Rafael Raddi fala de planejamento cultural
Federação Mundial cresce e passa a incluir a Coréia
Conheça mais sobre numismática no Museu Eugênio Teixeira Leal
Hotel Rio Internacional hospeda associado de frente para o mar


Entrevista: Rafael Raddi fala de planejamento cultural

Conselheiro da Feambra e diretor presidente do Instituto Plano Cultural, Rafael Raddi começou a se interessar pela área cultural fora do Brasil. Depois de estudar e trabalhar por muitos anos no exterior, trouxe para cá conhecimento e experiências que contribuem para o desenvolvimento de projetos culturais. Entre os cases de sucesso de seu instituto estão a assessoria ao governo do Estado de Minas Gerais na criação do Fundo Estadual de Cultura e o contrato com a CNI/SESI na criação de uma cartilha para facilitar empresas e produtores culturais na elaboração e viabilização de projetos em turnê com a utilização de leis de incentivo nas esferas federal, estadual e municipal.

Confira trechos da entrevista exclusiva concedida à Feambra:

Feambra: Como começou a se interessar em trabalhar com cultura?

Rafael Raddi: Isso foi no meio da década de 80, ao viajar para a Alemanha. Havia sido aprendiz na execução de molduras artesanais e uma artista me ofereceu seus quadros para que eu os vendesse. Aos 22 anos, vi que tinha de oferecer algo diferente para me destacar em uma cidade que tinha 70 galerias, Munique. Decidi, então, montar um atelier-galeria, onde os artistas podiam pintar, expor e vender suas obras.

F.: Como conheceu o trabalho da Feambra?

R.R.: Começei a conhecer a Feambra há alguns anos, ao ver a realização do projeto “Adote um Monumento”. Achei o projeto da Feambra consistente, de unir a necessidade de revitalizar os monumentos com a iniciativa privada, já que a iniciativa pública não tomou conhecimento ou não sabia como gerar mais recursos para a preservação dos monumentos.

F.: O que mais chamou sua atenção quanto às diferenças de tratamento destinado ao setor cultural aqui e na Europa?

R.R.: Vi que o museu não é visto lá fora como é aqui, como uma casa em que se amontoam coisas velhas, mas sim como uma coletânea do testemunho de um tempo vivido por uma sociedade. Com as mudanças dos últimos anos, vivenciei uma integração muito forte entre os países europeus. Um dos projetos previstos no Tratado de Maastrich, o Tratado da União Européia firmado em 1997, por exemplo, foi a realização de exposições itinerantes com a participação de três países. Percebi uma integração entre sociedade, governo e empresas e a população interagindo para a formação de uma nação. Ao voltar para cá, em 2001, encontrei um cenário de falta de ordenamento, de políticas culturais que alavancassem o desenvolvimento artístico de ordem na integração social. Projetos culturais aprovados pela Lei de Incentivo não encontravam patrocinadores porque as empresas não viam como a cultura poderia contribuir para sua imagem frente à sociedade. 

F.: O que pode trazer para o Brasil de todos estes anos de experiência no exterior?

R.R.: A situação do Brasil em relação à cultura só poderia melhorar com a elaboração de dados, que aqui não estavam organizados. Então, surgiu a idéia de fundar o instituto Plano Cultural, em 2003, para disponibilizar informações e instrumentos que pudessem contribuir para o desenvolvimento dos mecanismos de incentivo, do encontro entre a iniciativa privada e os projetos culturais. Com estes dados, podemos desenvolver projetos consistentes e viáveis. Para o Distrito Federal, por exemplo, fizemos um levantamento do impacto dos museus no setor econômico. Se há uma exposição de arte, sabemos o quanto isso gera na rede hoteleira, em restaurantes, no segmento de transportes, entre outros setores, as assim chamadas contas satélite. Vejo que a Feambra, atualmente com uma abrangência maior de atuação, é parte importante nesse novo cenário de desenvolvimento cultural. Um exemplo é a assessoria jurídica que presta aos museus para formar sua associação de amigos.  

Associados podem ler a entrevista na íntegra, clicando na matéria principal do portal www.feambra.org.
 
 
Federação Mundial cresce e passa a incluir a Coréia do Sul

A Federação Mundial de Amigos de Museus (World Federation of Friends of Museums – WFFM) está em permanente expansão e acaba de incluir a Coréia como membro ativo. O Comitê Executivo acaba de aprovar o ingresso da Federação de Amigos de Museus da Coréia, o que fortalece a participação da WFFM no continente asiático. Agora, são 36 países participantes, representando cerca de dois milhões de pessoas.

A Coréia já terá representantes em Lisboa (Portugal), no próximo evento mundial da WFFM, a ser realizado em maio. A Feambra também estará presente, ao lado de outras federações.


Conheça mais sobre numismática no Museu Eugênio Teixeira Leal

Novo associado à Feambra, o Museu Eugênio Teixeira Leal (Memorial do Banco Econômico) oferece amplo acervo sobre numismática. Localizado no centro histórico de Salvador, o museu é a contribuição do banco para o processo de revitalização da área. Seu presidente é Luiz Carlos de Andrade Ribeiro.

A ideia de criar um museu numismático partiu do presidente do Banco Econômico, Dr. Eugênio T. Leal, em 1959, para comemorar os 125 anos da instituição. Em 1984, o acervo original foi desmembrado e parte deu origem ao Museu Eugênio Teixeira Leal. Ao visitar a Bahia, não deixe de visitar o museu.

Museu Eugênio Teixeira Leal (Memorial do Banco Econômico
Rua do Açouguinho, 1 – Pelourinho – Salvador (BA)
Tel: (71) 3321-8023
E-mails: museueugeniosecretaria@gmail.com
Blog: www.museublog.blogspot.com


Hotel Rio Internacional hospeda associado de frente para o mar

O associado Feambra já tem uma excelente opção de hospedagem na cidade do Rio de Janeiro: Porto Bay Rio Internacional Hotel.
                                                           
Pertencente ao mesmo grupo do L’Hotel, conhecido hotel butique em São Paulo, o Rio Internacional está localizado na praia de Copacabana, de frente para o mar.

Parceiro da Feambra, o Rio Internacional oferece a nossos associados o tratamento de clientes preferenciais, com uma tarifa especial, descontos que podem superar os 50%. O valor da diária no apartamento superior para duas pessoas, por exemplo, é de R$ 980, mas associado Feambra paga apenas R$ 415. 

A diária inclui o café da manhã e uma criança de até dez anos no apartamento dos pais não paga. É preciso acrescentar 10% de taxa de serviço, 5% de ISS e R$ 3 de room tax. Para usufruir do benefício, o melhor é ligar antes, porque a tarifa promocional não é válida para réveillon, carnaval e alguns eventos de grande porte na cidade.

Porto Bay Rio Internacional Hotel
Av. Atlântica, 1.500 – Copacabana – Rio de Janeiro (RJ)
Tel.: (21) 2546-8000
E-mail: hotel@portobay.com.br
www.portobay.com.br