Notícia

05- Julho - 2010

Oi Futuro patrocina 259 projetos em 2010

Programa atinge todo o País pela primeira vez

A Oi, maior empresa de telecomunicações do País, tem um olhar diferente sobre a cultura e quer fazer mais pelo Brasil. Somente em 2010, o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados apoiará 259 projetos culturais nos mais diversos segmentos, como teatro, cinema, artes visuais, música e dança. Confira os principais trechos da entrevista concedida pela diretora de Cultura do Oi Futuro, Maria Arlete Gonçalves, com exclusividade à Feambra:


Feambra: Por que a opção da Oi em ligar seu nome à cultura no Brasil?
Maria Arlete Gonçalves: A cultura é um dos melhores vínculos que uma empresa pode ter com a sociedade. Porque cultura é identidade, expressão, desenvolvimento. Como a maior empresa brasileira de telecomunicações, a Oi tem o compromisso de contribuir para a transformação social de seu País. Para isso, elegemos a cultura e a educação como pilares de nossa atuação, com o compromisso de democratizar o acesso ao conhecimento. A cultura é uma das ferramentas mais poderosas de transformação social. Não é à toa que hoje ela é considerada o pilar da nova economia, a economia criativa, que transforma o indivíduo e a sociedade, gera emprego, renda e, além de tudo, utiliza recursos altamente renováveis.

F.: Como funciona o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados?
M. A. G.: Criado em 2001, o Oi Futuro assumiu a gestão dos patrocínios culturais da Oi, a partir do entendimento, por parte da empresa, que é necessário lançar um olhar de responsabilidade social sobre os projetos que utilizam recursos de leis de
incentivo à cultura. A partir de 2003, lançamos um edital anual, sempre em outubro, aberto a todos por meio do site www.oifuturo.org.br para que os produtores inscrevam seus projetos, que são selecionados por uma comissão de especialistas.
Inicialmente, atuávamos em 16 estados, que compunham a área básica da Oi. Hoje, o programa tem abrangência nacional.

F.: O incentivo é destinado a qual tipo de manifestação? Qual o panorama da edição de 2010?
M. A. G.: Por reconhercemos a diversidade como a grande riqueza da cultura brasileira, não focamos em uma única manifestação artística, mas abrimos o leque. No edital de 2010, recebemos 5.355 projetos, o que nos dá um bom painel do que se pretende produzir em cultura no País. O programa contempla o patrocínio, total ou parcial, de projetos aprovados nas leis de incentivo à cultura. A maioria dos projetos inscritos neste ano é de teatro, mas destaco a tecnologia e as novas mídias, categoria que inauguramos no ano passado e que apresentou o maior crescimento proporcional. Como exemplo, podemos citar novos formatos para cinema, seriados para celulares, novas formas de produzir arte. Além disso, apoiamos projetos relacionados a museus, música, dança, literatura. O importante é a qualidade do projeto e o impacto na sociedade. Vemos a cultura como transformação social, acessibilidade, democratização de acesso ao conhecimento. 

F.: Entre os projetos que receberam, o que poderia destacar?
M. A. G.: São muitos os destaques. Foram selecionados 259 projetos, em todas as áreas de atuação. Todos considerados de excelência pelo Oi Futuro. Mas como exemplo de um projeto que poderá significar uma grande contribuição para a qualidade da produção, especialmente da que é gerada pelos recantos mais longínquos do País, podemos citar o curso de gestão cultural on-line, apresentado pelo Clube da Cultura do Rio de Janeiro. A previsão é que comece no segundo semestre deste ano.

F.: Trabalhando ao lado dos museus, vemos que ainda há pouco espaço na mídia e há muito o que fazer para colocar os museus na agenda de todos. Dado o apoio de vocês aos museus, como encaram essa instituição?
M. A. G.: Os museus são depositários da memória e da identidade, mas hoje já não são mais aqueles espaços sacralizados, fechados, intocáveis. Para falar ao visitante que vive no século XXI, é preciso ir além da exibição pura e simples do acervo e da informação histórica ou cientificamente correta. Na era da informação, é necessário utilizar as novas tecnologias, como ferramentas fundamentais para dar vida ao acervo, fazer com que ele "toque" a sensibilidade do visitante, por meio da interatividade, experimentação e diversão, que tornam cada visita uma experiência única e inesquecível. É isso que propomos nos Museus das Telecomunicações do Oi Futuro, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Nestes espaços, falamos sobre a aventura da comunicação humana, não apenas por meio de objetos museológicos, como telefones, aparelhos de telex, mas também por meio de telas, animações, computação gráfica e holografia. Como convém a um museu sintonizado com a era da informação.