Em Foco

01- Março - 2011

Lojas de museus geram recursos e fidelização do público

Tecnologia ajuda a implementar vendas virtuais

Loja do Museu Afro Brasil

Não é de se estranhar que, durante uma visita ao museu, você se depare com um estabelecimento oficial vendendo artigos relacionados às obras expostas ou até mesmo à própria entidade museal. Hoje em dia, para muitos estudiosos no assunto, a realidade dos museus vem obtendo positivas modificações com a instalação daquelas famosas 'lojinhas de fim de visitação'.

Quem nunca sonhou com a oportunidade de ir ao Museu Van Gohg, em Amsterdã, e adquirir um daqueles marcadores de páginas com as reproduções das obras do pintor? Ou até mesmo sair de uma visita ao MASP, em São Paulo, e encontrar aquele livro de História da Arte ou aquela porcelana trabalhada para presentear um familiar ou amigo? Muitos museus do mundo inteiro já adotaram essa idéia e têm recebido retorno satisfatório de seus visitantes.

Além de embarcarem nessa tendência, alguns deles já foram além das expectativas. O Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, entendeu que esses artigos não deveriam ser vendidos exclusivamente aos seus visitantes, mas sim a todos aqueles interessados em adquirir uma de suas lembrancinhas oficiais, mesmo à distância. Implantaram, então, a loja virtual, onde o usuário pode fazer compras online e receber suas encomendas diretamente em casa. Mesmo com a salgada taxa de entrega - pode ultrapassar US$ 30 -, a idéia é um sucesso e uma solução para os presentes de última hora.

A iniciativa de implementar ou de incrementar as lojas de museus pode ser pensada como uma forma de trazer recursos e, ao mesmo tempo, de fidelizar os visitantes, que têm a oportunidade de levar um pedacinho do museu para casa.

(foto: www.museuafrobrasil.org.br)