Comunidade

04- Março - 2011

Feambra entrevista Silvia de Souza - Casa Amarela Leilões

Com importante atuação no mercado de artes desde 1979, a Casa Amarela tem ampla atuação na área, realizando atividades como avaliação de espólio, assessoria e organização de exposições e leilões. Além do escritório em São Paulo, onde expõe obras de artistas brasileiros renomados e antiguidades, possui também espaço no Distrito Federal com 1400 m².

Feambra: Como está o mercado das artes no Brasil hoje?
Sra. Silvia de Souza: Bastante aquecido, hoje se percebe claramente que arte é uma excelente aplicação de capital. O Brasil, em relação a países desenvolvidos, está em processo de iniciação. Com os valores vendidos no mercado internacional ainda não podemos competir, mas estamos em pleno processo de evolução. São Paulo é o centro cultural e econômico do Brasil, sem dúvida alguma onde são realizadas as maiores e mais importantes vendas do mercado de arte.

F: Qual a importância dos leilões de arte para a cultura e economia?
S.S.: O leilão é a forma mais democrática e dinâmica de venda. Contribui para a cultura na medida em que mostra novos artistas e tendências, como também traz para o presente artistas e tendências do passado. Para a economia ainda somos um mercado de menor escala, mas em constante crescimento.

F: Quem é o público da galeria? Ele difere muito do público dos leilões da Casa Amarela?
S.S.: O público que frequenta leilão é composto basicamente de amantes, colecionadores e investidores em arte e que querem comprar obras com preços já estabelecidos, pela melhor oferta e com possibilidade de ganho.
O público que freqüenta a galeria compra pelo preço determinado pelas mesmas e aguarda a reação do mercado futuro.

F: Que tipos de cursos a Casa Amarela oferece a seu público?
S.S.: Temos um projeto de organizar cursos de reciclagem para nossos clientes e amigos. No momento só realizamos leilões, que, aliás, são uma excepcional oportunidade de aprendizado.

F: A Casa Amarela tem preferência por algum artista e/ou técnica? Como funciona a seleção de peças a serem expostas?
S.S.: Somos abertos a todos os artistas e técnicas de boa qualidade. A seleção é feita com rigor visando oferecer ao cliente preço, qualidade e rentabilidade.

F: Por que o nome de Casa Amarela?
S.S.: O nome Casa Amarela vem em função do nome da casa onde Assis Chateaubriand recebia os intelectuais da época.

F: Como incluir uma peça em um leilão?
S.S.: Para participar com uma peça no leilão deve se entrar em contato com nosso escritório, marcando visita para avaliação (no caso de muitas peças ou espólio), ou trazendo a obra até a Casa Amarela para ser avaliada.

F: Como é feita a avaliação das peças?
S.S.: Os critérios usados são, em primeiro lugar, a raridade da obra, em seguida seu estado de conservação e os preços que têm alcançado nas últimas vendas. Temos uma equipe técnica de consultoria.

F: É possível dar dicas a quem gosta de arte e quer começar a comprar para formar seu próprio acervo pessoal?
S.S.: Uma das melhores formas é frequentar leilões, visitar as exposições dos mesmos e consultar um especialista de sua confiança.