Notícia

24- Agosto - 2012

Intercâmbio promove jovens artistas e abre portas

Um projeto inovador capitaneado pelo Instituto Plano Cultural, presidido por Rafael Raddi, conselheiro da Feambra, possibilitou a parceria entre instituições do Brasil e da Áustria e a exposição de trabalhos de jovens artistas nos dois países. Confira a entrevista exclusiva concedida à Feambra:

Feambra: Como surgiu este projeto?
Rafael Raddi: Todo o processo surgiu com a concepção do projeto 'Arte em Liberdade'. A partir deste princípio, fechamos com a Academia de Artes de Viena uma parceria que envolvia a residência entre alunos recém-formados para aprofundar seus conhecimentos e obter experiências com outros jovens.

F.: Com quais entidades o projeto tomou forma?
R.R.: Escolhemos a Academia de Artes de Viena em consequência da forte ligação histórica entre Viena e o Rio de Janeiro, em especial devido à figura da Imperatriz Leopoldina da Dinastia dos Habsburgo. Depois desta escolha iniciamos a parceria com a Escola de Artes Visuais Parque Lage e, finalmente, concretizamos a formação da parceria entre as duas academias. Hoje já estamos em dialogo com a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) para extensão desta parceria entre esta entidade paulista com a Academia de Artes de Viena.

F.: Como funciona a escolha e a residência?
R.R.: São agraciados com a proposta de intercâmbio somente os alunos das respectivas academias. Um júri faz a seleção e nomeia o aluno premiado que irá realizar a residência. Uma exposição exibe o trabalho decorrente da residência e serve como ponte para seu lançamento junto à classe artística e administrativa - diretores de museus, galeristas, instituições culturais e o público em geral -, com o propósito de turbinar e fazer conhecido seu trabalho naquele país. Os artistas escolhidos neste ano para participar do intercâmbio foram Christian Bazant-Hegemark e Suzana Queiroga. A artista acaba de expor suas obras em Viena, no início deste mês de agosto.

F.: O que significou a experiência para a artista brasileira?
R.R.: Reproduzo as palavras da própria artista: 'posso dizer que a possibilidade da residência artística em Viena me proporcionou um estado de concentração e de relação profunda com a minha produção e as minhas ideias de uma maneira especial porque afastada das demandas da vida cotidiana. É uma experiência importante e transformadora que se transportou para os trabalhos'.