Notícia

07- Abril- 2014

Associação de Amigos do MARCO conta sobre desafios para fundar e manter entidade

Roberta Costa, Presidente AAMARC. Américo Calheiros, Presidente FCMS. e Maysa Barros, Coordenadora MARCO.

Todos sabem da importância das Associações de Amigos de Museus para divulgar e fomentar a cultura no País. Com isso, a Feambra traz uma entrevista muito interessante sobre a Associação de Amigos do Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul, a AAMARC. A presidente da associação, Roberta Costa, conta como surgiu o grupo e a sua importância para o museu. Confira!

Feambra: Como/quando a AAMARC foi criada e com quais objetivos?

Roberta Costa: A AAMARC foi fundada em 9 de maio de 2003 e está localizada nas instalações do próprio museu. A Associação dos Amigos do MARCO, uma instituição sem fins lucrativos, surgiu da necessidade de artistas regionais, produtores culturais, profissionais e frequentadores do museu em contribuir para a promoção e aprimoramento das atividades do MARCO, canalizando para a instituição recursos indispensáveis à manutenção e promoção de seus propósitos.

A associação visa contribuir com a preservação e divulgação do acervo histórico, artístico e documental do MARCO, apoiando e disseminando suas ações tais como exposições, visitas orientadas, cursos, seminários e outras atividades educativas.

Tem por missão incentivar a geração de recursos para a realização de exposições e eventos, com o intuito de difundir o acervo, apresentar novos talentos e fazer mostras de artistas consagrados. Além disso, a associação busca estimular em seus associados e artistas plásticos as doações de obras para um maior enriquecimento de seu acervo.

 A associação procura promover o intercâmbio cultural com instituições congêneres do Brasil e do exterior, o trabalho voluntário para atuação nos diversos setores do MARCO e incentivar estudos e pesquisas. A AAMARC busca também viabilizar o museu por meio das mensalidades de seus sócios e de doações, a compra de equipamentos e materiais necessários para o seu funcionamento, além de fomentar e executar projetos com parceiros da iniciativa privada e pública.

Feambra: Quem participa hoje e como participar?

Roberta Costa: A AAMARC foi ativa em seus primeiros anos de atuação. No entanto, estava inativa há mais ou menos cinco anos.  Neste período, fui convidada a presidir a associação, mas estava comprometida em outras atividades, não podendo então assumir tal tarefa.

Em agosto de 2013 aceitei o desafio, onde iniciei a gestão, primeiramente me inteirando do assunto “associação” e filiando a AAMARC à Feambra, almejando um maior conhecimento e participação no meio das Associações de Museus.

Estamos ainda no processo embrionário da AAMARC, preparando-a para que renasça com credibilidade e identidade própria. Para tal, montamos o espaço da AAMARC no museu (uma sala de aproximadamente 30m2) e estamos no processo de nos apresentar e conhecer nossos parceiros e associados AAMARC.

Feambra: Quais as atividades desempenhadas pela associação?

Roberta Rocha: Apesar do pouco tempo de atuação, a AAMARC vem desempenhando atividades de promoção do museu por meio de eventos culturais como:

Lançamento de livro;

Premiação de concurso de criação;

Oficina de Artes (promovida pelo museu e apoiada pela AAMARC).

Feambra: Como veem a importância de uma associação de amigos para o museu?

Roberta Costa: O papel das Associações de Museus é muito relevante ao nosso olhar, pois esta desempenha novas possibilidades para o museu. Amplia a sua função social, envolvendo e comprometendo a sociedade para a vivência da arte e cultura no museu por meio de novas propostas de uso do espaço e fomento das diversas formas de arte. Acreditamos na apropriação do museu pela sociedade, para que assim a arte e a cultura possam contribuir para uma sociedade mais pensante.

Feambra: O que poderiam falar para os museus que gostariam de criar suas associações?

Roberta Costa: Gostaríamos de dizer aos museus que ainda não possuem suas associações que busquem na sociedade pessoas comprometidas com a cultura e a arte para assumirem os cargos. E que essas pessoas olhem primeiramente para o horizonte infinito que a arte e a cultura oferecem ao desenvolvimento de uma sociedade.

As dificuldades para realizar as ações e apoiar o museu em suas necessidades devem ser consideradas, mas o mais importante é buscar soluções criativas e inovadoras. Pois, se queremos chegar a novos resultados, precisamos de novos caminhos.