Em Foco

04- Novembro - 2015

Palestrantes de renome encantaram público com experiências

 2ª. Rodada de Conhecimento apresenta cases surpreendentes

 
Na 2ª Rodada de Conhecimento Feambra, realizada em outubro em nosso espaço cultural, tivemos a honra de receber importantes personalidades dos museus brasileiros. 

 
Com as boas vindas de nosso presidente, Dr. José Marcelo Braga Nascimento, que ressaltou o desempenho 2014/15 da Feambra, com aumento expressivo de associados e crescimento do campo das associações de amigos de museus, assim como a atuação internacional da Feambra e com a mediação de nossa diretora, Camila Leoni, os palestrantes falaram sobre museus a serviço da sociedade,  associações de amigos de museus, entre outros assuntos.
 
À frente do microfone estiveram Davidson Panes Kaseker, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Roberta Matarazzo, da Associação de Amigos do Museu de Arte Contemporânea da USP (AAMAC), Natália Moryiama, do Museu Afro Brasil, Angélica Fabbri, da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari, André Araújo, do Museu da Tam e Gustavo Horta, da Feambra.
 
Davidson abriu a série de discursos falando sobre o crescimento das instituições museológicas do Estado de São Paulo e da importância dos seus registros. Ele mostrou etapas de como os museus devem se comportar para crescer institucionalmente e apresentou a avant-première de pesquisa que será realizada com todos os museus paulistas.
 
Roberta ressaltou a importância de mobilizar jovens líderes dentro das comunidades carentes para incentivar o contato com a arte e falou que as associações de amigos devem se tornar periféricas na forma de ser, estimulando as pessoas a pensarem na preservação da cultura.
 
Natália fez um paralelo entre a utopia das associações de amigos e a realidade de atuação, contando que o Afro Brasil acabou de completar onze anos, especificando os eixos de trabalho criados para montar uma associação de amigos: projetos – captação de recursos – relações institucionais – comunicação institucional. Segundo ela, foi uma difícil missão, em que foram desenhadas formas de captação de recursos, do contrato de gestão e do operacional, além de divulgar o programa Raízes (de sócios do museu). O desenvolvimento contou com o apoio da Feambra e do Centro de Voluntariado de São Paulo.
 
Angélica acredita que os museus apresentam compromisso grande com a função social, exercendo a cidadania, com qualidade e desenvolvimento. Segundo ela, não há muitos municípios do interior que possuem museus ou espaços culturais, por isso, desenvolvem programas para levar os públicos adulto e infantil a eventos, exposições e oficinas nas entidades.
 
Gustavo falou sobre o projeto Voluntários Pesquisa Feambra, realizado de fevereiro a setembro de 2015, que rendeu o mapeamento de 3.500 museus do Brasil. O trabalho, designado pelo Ibram, teve o intuito de saber quais instituições culturais possuem associações de amigos de museus. Além de buscar entender como essas associações atuam e como realizam a sua comunicação.
 
Para encerrar, André Araújo contou um pouco sobre a história dos irmãos fundadores da Tam, o comandante Rolim Adolfo Amaro e João Francisco Amaro. Eles criaram o museu da Tam com o intuito de devolver para a sociedade um legado cultural. Explicou como funciona a comunicação deles com o público e, como curiosidade, o investimento em folhetos que foram  distribuídos em pedágios surtiu mais resultado do que anúncios em outras ferramentas poderosas de propaganda.