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05- Setetembro - 2017

Feambra entrevista presidente do Blue Shield Brasil

 

 

A Feambra teve o prazer de conversar com Maria Izabel Branco Ribeiro, presidente do Blue Shield Brasil – Comitê Brasileiro do Escudo Azul e membro do Conselho Internacional de Museus/ICOM BR. Ela nos revelou algumas curiosidades sobre a sua história e novos projetos. Confira:

Feambra: Como nasceu o Blue Shield Brasil?

Maria Izabel: O Blue Shield Internacional é um comitê vinculado à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura - UNESCO, composto por profissionais ativos das áreas de arquivos, bibliotecas, monumentos e museus. Foi criado em 1996 pelas organizações não governamentais International Council on Archives - ICA, International Council of Museums -  ICOM,  International Council on Monuments and Sites – ICOMOS e  International Federation of Library Associations and Institutions – IFLA.

As primeiras ações para a criação de um comitê brasileiro do Blue Shield para o Brasil foram realizadas em 2006. O processo foi iniciado, porém não chegou a ser internacionalmente efetivado. Atividades importantes foram desenvolvidas naquela década, mas a oficialização se deu somente em outubro de 2016.

 

F: Quais são os objetivos e a missão do Blue Shield Brasil?

M.I.: O Blue Shield Brasil tem atividade em todo o território nacional e representa o Blue Shield Internacional.  Sua missão é trabalhar para a proteção do patrimônio cultural, coordenando os preparativos para atender e responder a situações de emergência.

O Blue Shield busca a cooperação entre entidades governamentais, militares, culturais e os membros das organizações fundadoras (ICOM, IFLA, ICA, ICOMOS).

 

F: Quais são os princípios adotados para as atividades do Blue Shield Brasil?

M.I.: O trabalho do Blue Shield International foi reconhecido no Segundo Protocolo da Convenção de Haia, acordado em abril de 1999 por 84 países.  Seus princípios e diretrizes estão expressos na Carta Régia de Estrasburgo de 2000 e foram adotados pelo Comitê Internacional do Blue Shield, em 2001.

 O Blue Shield Brasil é regido pelos mesmos princípios, que são:  independência, neutralidade, profissionalismo, respeito à identidade cultural e trabalho voluntário.

 

F: Quais são os tipos de ações promovidas pelo Blue Shield para a proteção do patrimônio cultural?

M.I.: Ações de sensibilização, treinamento e preparo para emergências, cooperação interdisciplinar e planejamento pós-desastre.

 

F: Quais você considera os principais riscos que põem em perigo o patrimônio cultural?

M.I.: São várias as ameaças ao patrimônio cultural! O Blue Shield tem como foco as catástrofes, que podem ter sua origem em causas naturais ou provocadas pelo ser humano.

Esses danos podem ser resultados de incêndios, inundações, terremotos, desmoronamentos, tsunamis, desastres tecnológicos, conflitos armados e vandalismo.

 

F: Vocês possuem alguma ligação com o governo?

M.I.: O Blue Shield é regido pela independência, neutralidade e trabalho voluntário, voltado à preservação do patrimônio cultural. Uma de suas atribuições é a criação de redes de comunicação entre profissionais das instituições fundadoras, entidades governamentais e militares, em nível nacional, estadual e local.