Em Foco

01- Agosto - 2018

Ações do museu - o que vai além da exposição em si?

 

 

As voluntárias da Feambra Iara Conca e Jocelyne Harari comentam sobre a experiência da visita e outras atividades interessantes que os museus fazem ou que podem fazer, além das exposições, para tornar a visita ainda mais atrativa e fidelizar seu público. Confira:

 

Curiosidade e conhecimento cultural

 

Pensar em museu é remeter-se a sua estrutura física, arquitetônica e ao seu conteúdo, muitas vezes impactantes ao olhar, que desperta a curiosidade, fator inerente ao conhecimento, e essencial para concepção de julgamentos. Muitas pessoas perguntam: “afinal, qual a serventia de um museu, se não entendo nada de arte”?

A resposta é imediata, sempre na ponta da língua! Ir a um museu não exige entendimento de arte, da exposição vigente, de uma única obra, ou até mesmo do espaço cultural em si, porque a fruição toma conta do visitante, lhe fazendo inconscientemente um convite.

O ser humano é curioso por natureza. Ao entrar em um museu ou espaço cultural, ele nem sempre sabe o que encontrará, e muito menos qual sensação será manifestada. Visitando-o assiduamente, é prazeroso observar a reação das pessoas, principalmente quando entram no espaço ou olham uma obra. As reações são incríveis e demonstram claramente que o mundo lá fora vai se dissipando aos poucos pelo silêncio, concentração e o foco nas obras.

Nem sempre quem observa gosta daquilo que vê. Mas além da crítica positiva ou negativa, o mais importante é a ação transformadora que despertou sua sensibilidade e seu ponto de vista em relação à arte.

 

Palestras, oficinas e cursos

 

Um museu ou espaço cultural deve ser contínuo incentivador de público e propor atividades tanto educacionais quanto recreativas. Mas como fazer? Como incentivar?

Alguns museus e espaços culturais colocam à disposição monitorias e mediações, assim como oficinas, cursos, palestras e biblioteca aberta ao público para pesquisa.

Estas, por sua vez, funcionam como extensões educativas, nem sempre ligadas às exposições vigentes, mas certamente dando continuidade ao conhecimento artístico.

 

Lojas em museus, um pouco de consumo

 

Apreciar longamente uma exposição, se encantar por uma obra, observar minuciosamente seus detalhes, sentir-se hipnotizada pelo talento do autor...

Ah! Mas como ir embora sem levar esta lembrança sensitiva, de maneira materializada, que tanto provoca a tal fruição?

Simples: a loja! Ao abrir a geladeira de casa, com o imã. Lendo um livro, e marcando sua página. Vestindo a camiseta diferenciada. E a nota que se escreve em público com a caneta nova.

Melhor ainda: acordar no dia seguinte, tomando um gole de café com o novo amigo! Um mundo de opções aberto para deleite, a preços infinitamente mais baratos que a obra original.

Se a vontade for ainda maior, mais intensa, estudar e entender melhor o autor e sua obra, adquirindo o livro ou o catálogo da mostra.

 

Comunicação e Marketing

 

Lembra-se daquela camiseta vista ontem, na lojinha do museu, e citada há pouco? Pois é, marketing de primeira ordem! Além de toda a mídia digital e impressa que está a serviço da divulgação expositiva, entre outras atividades propostas ao público. Onde quer que se vá, andando pela cidade ou conferindo as notícias no celular, haverá sempre o rastro de uma nova exposição!